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Jundiaí fecha quase 3 mil postos de trabalho

Márcia Mazzei | 29/05/2020 | 11:15

Jundiaí fechou 2.993 postos de trabalho em abril de 2020 segundo a Unidade de Gestão de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (UGDECT). A informação foi divulgada simultaneamente aos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. Ainda segundo levantamento da UGDECT, no primeiro quadrimestre, de janeiro a abril, foram fechados 4.145 postos de trabalho em 2020. Ao todo, a cidade teve 176 admissões e 4.321 desligamentos.

Para o gestor da UGDECT, Messias Mercadante de Castro, os dados poderiam ser piores. “Graças ao pacote de medida de flexibilização adotado pelo governo, que permitiu a negociação de jornada e suspensão temporária do contrato de trabalho, conseguimos manter esta estatística com saldo satisfatório”, defende.

Mercadante lembra que em 2016, quando o Brasil passou por outra crise econômica, foram fechados 3.802 postos de trabalhos. “Esta comparação é interessante porque revela um aumento de 9%, tendo em vista que agora estamos enfrentando uma questão de saúde que pegou à todos desprevenidos e que, apesar de sua gravidade, no Brasil, poderia ter tomado uma proporção ainda maior”, acredita o gestor.

Para Mercadante, entre os setores mais prejudicados com a quarentena imposta pelo novo coronavírus, estão: as concessionárias, prestadores de serviços, lojistas, shoppings, turismo (hotéis, agências de viagem), entretenimento, e empresas fornecedoras da indústria automobilística.

O LADO BOM

Enquanto muitos setores econômicos sofrem com as consequências da covid-19, em algumas áreas chegam a crescer. É o caso o agronegócio, que chegou a registrar 3% de crescimento, além do setor de alimentação e bebida.
Jundiaí, que abriga um extenso e diversificado distrito industrial, apresentou bons resultados na geração de empregos, já que não parou sua produção durante todo o período de quarentena.

“Este é um segmento que continua abrindo postos de trabalho e, mesmo quando houver a flexibilização da quarentena, teremos boas expectativa de crescimento econômico. Jundiaí é um município privilegiado por apresentar opções para diferentes segmentos”.

Mercadante não soube pontuar quanto tempo a economia levará para se recuperar. “Este é um fator que depende muito de como a doença vai evoluir nos próximos meses, mas precisamos ser otimistas e estamos trabalhando para que tudo volte ao normal o mais rapidamente possível”, conclui.


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