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Jundiaí inicia criação de banco de alimentos

DA REDAÇÃO | 14/10/2018 | 13:00

Do que é produzido nos campos mundiais, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), somente 30% chega a ser consumido. O desperdício alimentar é uma das preocupações da FAO, braço da entidade mundial responsável pela Agricultura e Alimentação. Jundiaí se mobiliza para reduzir o desperdício e ampliar o acesso a alimentos saudáveis para famílias em situação de extrema pobreza a partir do Banco de Alimentos.

O projeto de lei que viabiliza o serviço na cidade foi encaminhado pelo prefeito Luiz Fernando Machado para a Câmara e que será votado nesta terça (16). “O Banco de Alimentos é uma proposta que melhorará a condição de vida da população mais vulnerável, além de dar destinação proveitosa para alimentos de qualidade, bons para o consumo. É uma iniciativa direcionada para atender os Objetivos de Desenvolvimento Social da FAO e de promoção de qualidade de vida e saúde para a população com oferta gratuita de alimentos saudáveis e nutritivos”, comenta o prefeito.

De acordo com dados da Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social, Jundiaí registra perda, somente entre os atacadistas, de 18 toneladas de alimentos perecíveis por semana. “Com a criação do Banco de Alimentos será possível receber, higienizar e acondicionar em embalagem a vácuo – para maior durabilidade – 500 quilos de alimentos por semana, suficiente para atender 50 famílias”, detalha Rosana Maria Merighi, educadora social responsável pela segurança alimentar.

A quantidade faz parte da primeira etapa do Banco de Alimentos, que ocupará um espaço na estrutura da Fumas para a recepção e distribuição dos alimentos para reduzir o desperdício e melhorar a alimentação das pessoas em extrema pobreza. A partir da aprovação do projeto de lei, o prazo para regulamentação é de 90 dias.

Desde o ano passado são realizadas oficinas para a orientação de famílias no Centro de Referência de Atenção Social (Cras) São Camilo sobre o tema. “São encontros mensais, feitos em parceria com nutricionistas da Unidade Saúde explicando a importância de alimentação natural e conscientizando sobre as alternativas saudáveis para uma refeição nutritiva”, explica. Somente as famílias que passaram pelas oficinas serão habilitadas para a receber pelo Banco de Alimentos.

Divulgação

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