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Jundiaí investiga casos suspeitos de H1N1. População está alerta

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 25/05/2019 | 05:00

O inverno ainda não chegou e dois casos de H1N1 já foram confirmados em Jundiaí, de acordo com informações fornecidas pelo Hospital São Vicente de Paulo (HSV). Em 2019 já são seis casos notificados da doença, sendo que três aguardam resultados, segundo a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS).

Além desses, outros cinco casos foram registrados recentemente em adolescentes, que apesar de morarem em Jundiaí, estão sendo tratados em um hospital privado de São Paulo. A mãe de uma das adolescentes, que preferiu não se identificar, afirma que a filha, aluna de 17 anos de uma escola particular de Jundiaí, está com H1N1. Exame feito pelo hospital privado de São Paulo confirmou o diagnóstico.

Na escola, segundo ela, são mais quatro adolescentes confirmados. “Minha filha ficou bem mal, internada em São Paulo, e o irmão está com os mesmos sintomas”, conta. A hipótese é de que os adolescentes, que participaram de uma mesma festa, tenham se contaminado ali. O JJ procurou a escola, mas até o fechamento dessa edição não houve resposta.

O Hospital Universitário e o Grupo Amil-Sobam informaram que esse ano não receberam nenhum paciente contaminado com o vírus H1N1. Procurados, os hospitais Paulo Sacramento, Santa Elisa e Unimed não informaram se atenderam pacientes infectados.
Apesar da confirmação de dois casos pelo HSV, a Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) informa que, em 2019, nenhum caso foi confirmado no município. Em nota, afirmou que foram registradas seis notificações de H1N1, sendo que três aguardam resultados. Em 2018, 11 casos foram confirmados.

A UGPS ainda informa que a campanha de vacinação contra o vírus influenza já atingiu 61,4% da população-alvo. A vacinação prossegue até o dia 31 de maio. A UGPS esclarece que a aplicação da vacina segue a orientação do Ministério da Saúde, com o escalonamento de públicos prioritários e por isso, não está aberta ao público em geral.

O infectologista da Faculdade de Medicina de Jundiaí, Roberto Focaccia, afirma que os sintomas do H1N1 são os mesmos das demais formas de gripe. “O paciente apresenta febre, às vezes elevada, dor de cabeça, calafrios, dor de garganta, tosse seca e dores musculares. Existem ainda formas graves com complicações severas no aparelho respiratório ou no cérebro”, afirma. Ele explica que algumas recomendações são feitas aos pacientes. “Indica-se repouso absoluto, ingestão de muitos líquidos, analgésicos e inalações”, afirma.

A vacina deve ser administrada anualmente no início do outono. O médico ressalta que ela combate os principais vírus da gripe (H1N1, H3N2, Influenza B) e por isso é tão importante. “São vacinas inativadas que não causam gripe ou outros efeitos colaterais. Ao contrário do que se comenta, a vacina não causa gripe. Se ocorrer caso de gripe após a vacinação foi devido a outros vírus ou a proteção individual, que não foi muito alta”, explica.


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