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Jundiaí não terá distribuição direta do medicamento Truvada

Simone de Oliveira . scoliveira@jj.com.br | 28/12/2017 | 10:23

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Apesar de o Ministério da Saúde ter anunciado recentemente que o Sistema Único de Saúde (SUS) vai começar a oferecer a profilaxia pré-exposição (PrEP) para grupos considerados de risco para exposição ao HIV, popularmente conhecida como Truvada (combinação do tenofovir com a entricitabina), Jundiaí não terá a distribuição direta do remédio.

O mesmo estará disponível em 35 locais da rede distribuídos pelo Brasil, sendo cinco deles no Estado de São Paulo, e Jundiaí terá como referência as cidades de Campinas e/ou São Paulo. A equipe do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) irá acolher os casos com indicação e encaminhar aos serviços – até agora dois pedidos já foram feitos.

Segundo informações da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), como não se trata de uma adesão que o município faz, mas sim de uma determinação do Ministério da Saúde, por enquanto não haverá distribuição do medicamento na cidade, porém como se trata de uma tecnologia que o Ministério da Saúde está disponibilizando para o controle e prevenção de infecção pelo HIV, será incorporada aos poucos em todos os serviços de referências para DST/AIDS, devendo chegar em breve na cidade.

O Truvada poderá ser utilizado também por pessoas que não têm o vírus, mas que estão mais expostas à infecção, como profissionais de saúde, homossexuais, homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e casais sorodiscordantes (um dos parceiros é soropositivo e o outro não).

Mas é bom lembrar que não protege o usuário contra outras infecções transmitidas sexualmente e não deve substituir a camisinha, que deve ser sempre usada durante as relações sexuais. A distribuição do remédio pelo SUS vai priorizar 7 mil pessoas com mais de 18 anos, consideradas grupos de risco de contaminação.

Outros meios
A rede municipal, por meio das equipes das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), CTA e Ambulatório de Moléstias Infecciosas (AMI), oferta outras tantas tecnologias que compreendem à Prevenção Combinada, como a testagem para HIV, sífilis, hepatites B e C tendo em vista o diagnóstico precoce; a Profilaxia Pós-Exposição Sexual (PEP), a prescrição de medicação até 72 horas após a situação de risco; a Prevenção da Transmissão Vertical para os casos de gestação; imunização para a hepatite B; acesso facilitado a preservativos masculino e feminino em toda rede municipal.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]


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