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Jundiaí realiza Encontro sobre Acumulação Compulsiva

DA REDAÇÃO | 28/11/2018 | 20:18

A Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS) realiza o II Encontro sobre Acumulação Compulsiva, no próximo dia 5 de dezembro, das 8h às 17h, no auditório da UNIP, para debater o tema com a proposta de sensibilizar e compartilhar experiências relativas à situação de acumulação compulsiva, construindo fundamentos para a melhoria da articulação entre os diferentes setores públicos e atores da sociedade. A meta é buscar a integralidade do cuidado e a proteção das pessoas, animais, comunidade e ambiente envolvidos. O evento é aberto ao público e gratuito, sendo necessária a inscrição antecipada por contar com vagas limitadas.

Em Jundiaí, segundo levantamento da UGPS e da Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS), são conhecidos 75 casos de acumuladores, distribuídos em vários bairros da cidade. Não existe um único perfil para os acumuladores. Dos casos conhecidos, a faixa etária acima de 60 anos e de 51 a 59 anos estão entre as das pessoas que mais vivenciam a situação. Em relação ao gênero, 56% são mulheres e 44% homens. Desses, apenas 29 estão em acompanhamento, justamente pela dificuldade na adesão da pessoa em situação de acumulação, que pode demorar meses ou anos dependendo do caso. De acordo com Roberta Ribeiro, assistente social da Vigilância Epidemiológica e integrante do Grupo Técnico Acumulação Compulsiva (com participação de representantes de várias Unidades de Gestão e de serviços oferecidos na rede), a realização do evento é importante para a divulgação e sensibilização. “A falta de informação e a formação específica quanto à temática da acumulação compulsiva, somadas às dificuldades de articulação intra e inter setorial, alta visibilidade e recorrente insatisfação da municipalidade sobre a questão são situações que subsidiam a realização do encontro”, argumenta.

Os casos de acumulação compulsiva são caracterizados pelo acúmulo excessivo de objetos, resíduos ou animais, associado à dificuldade de organização e manutenção da higiene e salubridade do ambiente, com potencial risco à saúde individual e coletiva. Cada caso é único, com particularidades e sempre demanda acolhimento, abordagem e tratamento específicos para cada situação, pois as causas que levam a pessoa a acumular também são distintas. “Respeitar o processo, o momento, os limites de cada um é o que permitirá o cuidado a pessoa em situação de acumulação compulsiva”, explica a Aline Aleixo, psicóloga do CAPS.

Os casos de suspeita de acumulação chegam até a administração municipal pelo telefone 156, denúncias feitas ao Ministério Público, Defensoria Pública, Unidade de Saúde, Assistência Social, Ouvidoria, Departamento de Bem-Estar Animal (Debea), ou até por vizinhos e parentes. Os casos são trabalhados pela Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família e o Centro de Referência e Assistência Social (CRAS), que acionam outros órgãos (REDE) dependendo da necessidade, como Centro de Assistência Psicossocial (CAPS), Fundação Municipal de Assistência Social (Fumas), Debea, Defesa Civil, Serviços Públicos – Geresol, Vigilância em Saúde, ONGs. O Grupo Técnico Acumulação Compulsiva é acionado quando há dificuldade para articular a rede de atendimento.

PMJ

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