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Jundiaí registra 16 mortes neste 1º trimestre

SIMONE DE OLIVEIRA | 24/04/2019 | 05:00

Apesar das campanhas de conscientização de trânsito, sejam nos departamentos especializados dos municípios ou nas rodovias, o número de acidentes com mortes tem sido corriqueiro nas estradas do país, e no Estado não é diferente. Segundo dados divulgados pelo Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga), das 1.205 mortes nas estradas paulistas registradas no primeiro trimestre deste ano, 16 são de Jundiaí. Uma morte a menos que no mesmo período do ano passado, quando a cidade teve 15 mortes.
Os casos são os mais diversos, mas acidentes envolvendo motociclistas em rodovias ainda são os mais comuns na Região, seguido de acidentes com carros e atropelamentos. Os números podem parecer pouco, mas ainda são ocorrências que acabam causando prejuízos permanentes, principalmente para as famílias.
Só em março, das 11 ocorrências registradas, cinco eram referentes a motos, uma de caminhão, três de pedestres e dois envolvendo veículos. Para o diretor de Trânsito de Jundiaí, Wlamir Lopes da Costa, a tendência é que a cada ano estes números caiam mais, assim como a média do Estado, mas para isto é preciso mais investimentos e também a conscientização do motorista. “Infelizmente as motos têm se destacado nos acidentes com mortes. Se pegarmos a estatística de todo ano de 2018, das 27 mortes 10 eram de motociclistas. É um número expressivo e muito significativo, porém nossa meta é reduzir cada vez mais estes índices”.
E mesmo com um número elevado, ele lembra que o município tem conseguido bons resultados. De 2016 a 2017 houve queda de 30% nos acidentes dentro da cidade. “É um numero a ser levado em conta, mas a meta é sempre chegar a acidentes zero. Temos que levar em conta que as câmeras de monitoramento são apenas um recurso para reduzir os índices, porém não são suficientes. Cabe ao condutor triplicar a segurança”, orienta o diretor.
Três pontos devem ser levados em conta quando um acidente ocorre, segundo Costa. Excesso de velocidade, ultrapassagem e passagem indevida ao semáforo vermelho. Pontos que são enfatizados em toda a campanha contra os índices de acidentes.
Sistemas de controle de velocidade a avanço do sinal (radar) e dispositivo de controle de avanço semáforo fazem parte do programa de investimentos do município para serem aplicados ainda este ano com o objetivo de reduzir ainda mais os números.

ESTATÍSTICAS
Ainda segundo o Infosiga, o número de mortes no Estado representa uma ligeira queda (-0,6%) em relação as 1.212 mortes ocorridas entre janeiro e março do ano passado. A maior redução foi de atropelamento de pedestres. No primeiro trimestre deste ano foram registrados 289 mortes, -15,4% do que as 338 registradas no mesmo período de 2018. Houve uma alta de 12,8% nas vítimas de acidentes entre automóveis, saindo de 275 fatalidades no ano passado para 310 em 2019. As mortes de motociclistas também cresceram de janeiro a março deste ano com 439 ocorrências, representando 5,8% da 415 registradas no ano passado.
Em março houve uma queda de -4% no número de mortes no trânsito no estado, com 429 ocorrências, contra 447 no mesmo mês de 2018.

MAIS SEGURO
A direção segura nas estradas está diretamente relacionada ao comportamento do motorista. Esta é uma das várias interpretações dos especialistas em trânsito. Neste sentido é importante que se tenha práticas seguras e comportamentais durante a viagem.
Coordenador de tráfego da CCR Autoban, João Moacir da Silva explica que a direção defensiva é essencial para despertar uma condução com o objetivo de prevenir e evitar acidentes.
“Isto é possível a partir de práticas que minimizem o risco, seja a partir da manutenção do veículo, e até mesmo de uma conduta mais pacífica no trânsito, respeitando os limites de velocidade, mantendo uma distância segura do veículo a frente, por exemplo. Este tipo de condução envolve até mesmo planejamento de horário de viagem”.
Independente das causas dos acidentes registrados nas rodovias ou nas vias públicas, o coordenador enfatiza que boa parte deles está relacionado a fatores evitáveis, ou seja, aqueles em que um comportamento diferente do condutor poderia ter impedido o acidente de acontecer. “Lembramos sempre que condutas inseguras, relacionadas principalmente ao desrespeito às normas de trânsito, como excesso de velocidade, falta de manutenção do veículo, utilização de celular enquanto dirige e embriaguez podem contribuir para que um acidente aconteça”, lembra.

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