Jundiaí

Jundiaí registra 390 mil cadastros ativos no Sistema Único de Saúde


PLANO DE SAUDE SUS ROSELI APARECIDA DA ROCHA OLIVEIRA
Crédito: Reprodução/Internet
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou, no início dessa semana, um reajuste de até 7,35% nas mensalidades dos planos de saúde individuais ou familiares com aniversário entre maio de 2019 a abril de 2020. Pelo 16º ano consecutivo, o reajuste ficou acima da inflação do ano anterior. Em 2018, a alta chegou a 10%. E é por conta destes reajustes que os brasileiros começaram a pesquisar planos mais baratos ou até mesmo desistir deles para aliviar o orçamento familiar. Cresce assim a adesão ao Sistema Único de Saúde (SUS) e aos planos populares. Em Jundiaí, segundo a Unidade de Gestão de Promoção de Saúde (UGPS), entre os anos de 2010 e 2018 foi registrado um aumento de aproximadamente 10% no número de usuários cadastrados para o uso das Unidades Básicas de Saúde de Jundiaí. São pelo menos 390 mil cadastrados ativos no SUS, o que representa 95% da população da cidade. Entre os motivos desse crescimento está o aumento na taxa de natalidade, a crise econômica e o desemprego, fatores que fizeram com que muitas pessoas deixassem o sistema particular de saúde e migrassem para o público. Entre os cadastrados está a família da dona de casa, Roseli Aparecida da Rocha Oliveira, 42 anos. Ela conta que por sete anos todos tiveram um plano particular vinculado ao trabalhado do seu marido, mas com a mudança de emprego e o fim do contrato, não conseguiram manter esta despesa. A solução foi fazer a carteirinha de todos no SUS. "Quando preciso de algo na área de saúde eu utilizo os postinhos de saúde. Se eu fosse pagar só para meu filho de oito anos iria sair mais caro ainda, então optamos em fazer o cadastro para toda a família", conta. Para a esteticista Tatiane Oliveira Silva Demarchi, 36 anos, não foi diferente. Por nove anos ela e a família puderam usufruir de um plano de saúde particular devido ao trabalho do marido. No início do ano ele perdeu o emprego e a família foi obrigada a migrar para o SUS. Mesmo assim, Tatiane confessa que sua filha, hoje com 8 anos, sempre utilizou o serviço público. "Levei minha bebê há uma pediatra da UBS e foi ela descobriu um probleminha. Desde então, nunca mais paramos de levá-la", revela. Ela acredita que daqui para frente este será o serviço de saúde a ser utilizado por todos. "Temos que ir nos adaptando, mas por enquanto, não tive problemas." NÚMEROS De acordo com a UGPS, em 2010 a ANS avaliava que Jundiaí tinha 70% da população usuária de convênios particulares de saúde e cerca 300 mil usuários cadastrados no SUS. Em 2018 este percentual baixou para 61,9%. Segundo o gestor da pasta, Tiago Texera, foram pelo menos 862 mil consultas entre rede básica de saúde, ambulatórios e pronto-atendimentos durante todo o ano de 2018. Para este ano, os investimentos na área de saúde devem chegar a R$ 558 milhões, o que corresponde a 25% do orçamento total da administração. "O aumento no volume de usuários da rede pública de Saúde de Jundiaí impacta diretamente na quantidade de serviços oferecidos, que teve de ser ampliado para dar conta da demanda", esclarece. Para dar conta desta demanda, uma vez que alguns serviços também são oferecidos para as cidades da Região, o gestor antecipa que serão feitas algumas contratações, entre elas, de 20 médicos para compor o quadro, além de um edital para a aquisição de 30 mil consultas especializadas para eliminar as filas de espera. OUTRAS OPÇÕES Além da migração para o SUS, a crise econômica impulsionou o mercado paralelo de clínicas populares de saúde. Elas funcionam como ambulatórios e prestam serviços de baixa complexidade e acompanhamento ambulatorial. Com consultas mais baratas e descontos até em conta de luz, muita gente achou uma medida mais fácil e barata para não depender apenas do SUS. Foi o caso da comerciante Selma Souza Miranda de Lima, de 32 anos. Ela optou por plano popular pelas vantagens que ele oferecia, principalmente a rapidez para conseguir uma consulta com especialista. "Os valores são mais acessíveis do que um plano normal, além disto, muitas vezes os exames eram negados por conta de economia. Por outro lado, o atendimento é por ordem de chegada e quando o médico atrasa ficamos muito tempo esperando, mas isto é raro." [caption id="attachment_63688" align="alignleft" width="355"] Quando o marido perdeu o emprego, Roseli Oliveira e toda a família migraram para o SUS: economia já pensada[/caption]

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