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Jundiaí supera média estadual de vacinação contra febre amarela

DA REPORTAGEM LOCAL | 12/02/2019 | 05:02

A cidade de Jundiaí, com 414.810 habitantes (dado estimado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2018), registra 101,15% da população imunizada contra febre amarela, com 419.587 pessoas vacinadas e somente dois casos positivos registrados em humanos (sendo um óbito).

O Estado de São Paulo registra 69,09% de imunização, tendo áreas com o início da atividade vacinal há poucos meses e registros de macacos mortos pela doença recentemente. No sábado (9) um macaco foi diagnosticado com a doença, no Zoológico da Capital paulista. Em todo o Estado, neste ano, a doença já atingiu 32 pessoas e nove morreram.

A ação elaborada pela gestão de Jundiaí garantiu à cidade a superação da epidemia e o reconhecimento estadual do trabalho preventivo desenvolvido. Os dados jundiaienses contabilizados até 31 de dezembro de 2018 registram apenas dois casos positivos (2017 – recuperado e 2018 – óbito), ambos por não se imunizarem.

Para alcançar o resultado, o trabalho foi iniciado em abril de 2017, antes mesmo de haver a circulação do vírus no município. De forma preventiva, tendo por base estudo feito pelos técnicos da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) e informações do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado, foram realização ações de vacinação ‘casa a casa’ nas áreas rurais mais vulneráveis, a abertura de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em horários ampliados e dias especiais inclusive no período noturno, além da montagem de Posto Avançado de imunização, no mês de outubro/2017, no Parque da Uva, onde foram imunizadas 57 mil pessoas.

“O trabalho desenvolvido por Jundiaí, em especial pelos técnicos da Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), garantiu tranquilidade. Foram necessárias ações drásticas como o fechamento do Parque do Corrupira, em plena véspera da comemoração ao Dia das Crianças no ano de 2017. Foi a melhor decisão tomada, já que o bairro foi o que teve mais registros de mortes de macacos positivos para a doença”, detalha o prefeito Luiz Fernando Machado.

“A proteção não foi somente para os jundiaienses, como para a região, já que o Parque é frequentado por pessoas de várias cidades. Recebemos elogios do governador à época, Geraldo Alckmin, e somos citados como exemplo por técnicos estaduais”, complementa.

A diretora técnica da Divisão de Imunização do CVE-SP, Helena Sato, participou de um encontro realizado em Jundiaí sobre o tema, em 2018. “O trabalho de campo dos técnicos foi muito positivo. Uma cidade com mais de 400 mil habitantes registrar apenas dois casos da doença, ainda em áreas limites, mostra a efetividade das ações. As decisões foram importantes, não somente para a cidade, como para a região. A Divisão Regional de Campinas conta com 100% de cobertura, enquanto o Estado está com 69% e com áreas iniciando a vacinação há pouco tempo, como é o caso de Piracicaba, que também tem 400 mil habitantes”, detalha.

Segundo a diretora, o caminho que o vírus segue atualmente é em direção ao Sul do País, com recente epizootia (registro de macacos mortos positivos para a doença) em Itapeva e Registro. “O vírus perdeu um pouco a velocidade. Mas todo o estado de São Paulo é área de transmissão. Como existe uma grande circulação de pessoas, todas devem se imunizar. É uma oportunidade para ampliar a cobertura vacinal”, garante.

Segundo balanço divulgado pelo CVE, foram confirmados 32 casos de febre amarela no Estado de São Paulo desde o dia 1 de janeiro de 2019. Nove pessoas morreram por causa da doença no período. Ainda no sábado (9), um macaco do Zoológico de São Paulo foi diagnosticado com a doença, ressaltando a importância da vacinação em todas as cidades.

Ações
De acordo com o gerente da UVZ, Carlos Ozahata, pela característica ambiental de Jundiaí, – com 432 km quadrados de extensão total e 320 km quadrados de área rural, por onde circulam os mosquitos transmissores da doença da cepa ‘silvestre’, Haemagogus e Sabethes -, o registro de apenas duas pessoas contaminadas com a doença, sendo apenas uma morte, comprova a eficácia e a eficiência das medidas desencadeadas pela administração. “A cidade registrou a morte de 76 macacos confirmados pela doença num total de 276 animais recolhidos mortos, entre os dois anos. A UVZ mantém a vigilância à doença”, detalha.

A enfermeira da Vigilância Epidemiológica (VE), Maria do Carmo Possidente, explica que as doses da vacina contra febre amarela continuam disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), conforme calendário divulgado pelo site da Prefeitura de Jundiaí.

“A partir da cobertura total da nossa população, a busca pela dose foi reduzida. Mas é importante frisar que, todo o Estado é uma área de risco da doença. Por isso, o adequado é, para aqueles que estejam pensando em viajar para uma área de ocorrência da doença, faça a imunização ao menos 10 dias antes da viagem. A vacina é única, e imuniza a pessoa durante toda a vida”, detalha.

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