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Jundiaiense descarta 60% menos eletrônico, segundo estatística

Simone de Oliveira | 13/08/2019 | 05:00

Com tantas novidades tecnológicas sendo lançadas a todo o momento, algumas cidades entenderam a importância de oferecer condições para que a população faça o descarte correto do lixo eletrônico. Segundo a Green Eletron, fundada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), desde 2017 foram recolhidos no Estado de São Paulo 185 toneladas de lixo eletrônico.

Em Jundiaí, segundo a Unidade de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP), este número tem diminuído. De janeiro a julho deste ano foram recolhidos 1.869 quilos contra 4.730 quilos no mesmo período do ano passado: queda de 60% de um ano para outro. Um dos motivos pode ser a melhor consciência da população referente ao consumo.

O diretor de Limpeza Pública, Márcio Moraes, acredita que a queda, entre outros motivos, deve-se a estabilidade na troca de produtos eletrônicos que por muito tempo esteve presente na vida da população. Enquanto anos atrás se via pelas calçadas o descarte de televisores de tubo, por exemplo, hoje são apenas algumas peças de computadores e eletroeletrônicos. “Esta queda tende a ser menor ainda porque o processo de transição de uma tecnologia para outra já foi finalizada”, acredita o diretor.

Em Jundiaí, a população tem como opção de descarte cinco ecopontos espalhados pela cidade ou ainda nos dias de coletas de inservíveis, os conhecidos cata-trecos. Os ecopontos são locais de entrega voluntária de pequenos volumes de entulho (até 1m³), grandes objetos (móveis, restos de poda de árvores, etc) e resíduos recicláveis. “Os dias e horários da passagem do serviço no bairro podem ser consultados no site da prefeitura com o CEP da residência”, lembra o diretor.

Mas além da coleta feita em dias e horários específicos nos bairros da cidade, há muitos pontos de coleta em pontos comerciais espalhados pela cidade, o que facilita a entrega por parte dos munícipes.

RESPONSABILIDADE
É considerado lixo eletrônico todo e qualquer tipo de material produzido a partir do descarte de equipamentos eletrônicos, entre eles, eletroeletrônicos (computadores, celulares, tablets e etc) e eletrodomésticos (geladeiras, fogões, microondas e etc). Desde 2016 a Abinee lançou uma iniciativa para que as empresas recebessem aparelhos descartados pelos consumidores. A partir daí começavam a atender o previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos, legislação que entrou em vigor em 2010.

Entre os pontos estipulados pela lei está a obrigação da cadeia produtiva e de comercialização de produtos eletroeletrônicos, entre outros setores, de estabelecer um sistema de logística reversa. Ou seja, as empresas se tornaram responsáveis por garantir que o lixo gerado por seus produtos tenha um destino adequado.

ONDE DESCARTAR
Geresol: Avenida Yamashita Yukio, 1268, Distrito Industrial;
Jardim do Lago: Rua Geraldo Santos, 195 – Jardim do Lago;
Jardim Tarumã: Rua Rio de Janeiro, s/n;
Morada das Vinhas – Parque Ecológico José Roberto Mota ‘Barroca’: Rua Uva Niagara 376;
Varjão – Estrada Municipal do Varjão, s/n (Em frente da escola Cleo Nogueira)


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