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Jundiaiense faz campanha para amiga

THIAGO AVALLONE | 11/12/2019 | 05:00

A jundiaiense Mary Alves, de 72 anos, faz campanha beneficente desde novembro deste ano para ajudar a amiga e cunhada Raquel Falcão, de 42 anos, que, após uma cirurgia para corrigir um problema cardíaco, acabou ficando sem movimento nas pernas.

Mary Alves explica que decidiu se mobilizar porque sentiu a obrigação de ajudar sua amiga e dar a ela e à sua fam´lia, uma melhor qualidade de vida. “Imagina você indo ao hospital para operar o coração e sair de lá paraplégica?”, questiona Mary.

A professora aposentada decidiu reunir seus amigos e tentar levantar fundos para ajudar Raquel. Ela precisa tomar 11 medicamentos, porém, o médico pediu para que não fossem genéricos ou similares. Ela tem feito campanha boca a boca com amigos e já conseguiu, pelo menos, dois meses de hidroterapia. “Só a hidroterapia custa R$590 por mês. O neurologista custa R$ 400 e, para fazer ressonância, R$750. Além disto há gastos com a casa porque ela teve que comprar uma maca apropriada para dormir.”

Entenda a história
Em maio deste ano, Raquel Falcão recebeu a notícia de que apenas 11% do seu coração estava funcionando e, neste caso, deveria passar por uma cirurgia.

Depois de realizar alguns exames, descobriram que ela estava com coarctação da aorta (estreitamento do grande vaso sanguíneo que leva o sangue do coração para o corpo).

“Eu fiquei de repouso alguns dias e logo soube que faria a cirurgia no dia 4 de outubro, em Sorocaba. Assim que acabou a cirurgia, falei para o médico que eu não estava sentindo minhas pernas e ele falou apenas que era reação da anestesia”, explicou Raquel.

No dia seguinte, fiz mais um aviso à equipe médica. “O médico me falou que a paralisia pode acontecer em 3% das cirurgias, porém, eu não sabia disso, mas só depois é que ele me informou que eu estava com uma isquemia medular.”

O médico informou sobre uma infecção hospitalar. “Fiquei um mês internada sem andar e meu marido ficava dentro do hospital comigo todo esse tempo. Para fazer a cirurgia, eles quebraram oito costelas. Era e continua sendo difícil fazer as coisas sozinha”, explicou.

Antes de passar pela cirurgia, Raquel havia comprado um trailer com seu marido para abrir um food truck. Era ela quem cuidava de seus pais, cadeirantes, e dos dois filhos (de 3 e 18 anos). “Eu perdi toda a musculatura da perna. Estou com paraplegia flácida, com oito costelas quebradas, mas o neurologista colocou o prazo de um ano para ver a evolução e saber se vou voltar a andar. As dores são terríveis nas minhas costelas. Meu marido fica 24 horas cuidando de mim. Isso tudo mexe com a minha cabeça. Sinto medo de ficar sozinha. Minha irmã veio para cá para ajudar a cuidar dos meus pais. Tenho sorte que algumas pessoas têm se mobilizado e me ajudado muito. Se não fosse algumas doações que tenho recebido, não sei como pagaria o aluguel e o trailer”, ressaltou.

Raquel explica que hoje tem R$ 1.800 por mês de despesas apenas com ela, sem contar os gastos da família. “Eu não gosto de pedir, nunca pedi, sempre trabalhei, mas as minhas amigas estão se mobilizando para me ajudar e para não deixar faltar nada”, concluiu Raquel

Quem puder ajudar pode entrar em contato com Mary Alves pelo telefone 94012- 9387 (Mary Alves).


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