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Jundiaiense testa de forma voluntária vacina de Oxford

Márcia Mazzei | 07/07/2020 | 05:00

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) lidera a testagem da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford, na Inglaterra e entre os 800 recrutados para os testes, está a pediatra e pneumologista jundiaiense Ana Maria Ribeiro Fernandes, de 30 anos.

Como já desenvolve um trabalho sem fins lucrativos na Unifesp, ela explica porque decidiu participar do teste da vacina da covid-19. “Neste momento é fundamental estar envolvido neste estudo sério e seguro. Além de ter o respaldo da Oxford, tem a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, declara Ana Maria.

De acordo com o Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE) da Unifesp, os testes começaram no dia 19 de junho, mas ainda faltam 1,2 mil voluntários para compor o grupo de testagem. Ana Maria faz o teste nesta terça-feira (7).

São recrutadas pessoas da linha de frente no combate à covid-19, todos em situação de maior exposição à contaminação. Eles precisam ser soronegativos, ou seja, que não contraíram a doença anteriormente.

Segundo a Unifesp, serão profissionais de saúde entre 18 e 55 anos e outros funcionários que atuam no Hospital São Paulo, ligados a Escola Paulista de Medicina, da Unifesp.

Além disso, como o público-alvo para a testagem é específico, a divulgação foi feita internamente em alguns hospitais, para recrutar não só profissionais da saúde, mas aqueles que atuam na lavanderia de hospital, como voluntário, segurança, entre outras funções.

ETAPAS

A pediatra conta que para participar do estudo, ela testou negativo para covid-19. “Depois de tomar a vacina, eu sigo o acompanhamento para saber se terei a doença, mas volto para a rotina normal, com avaliações de tempos em tempos”, explica.
A pessoa recebe a dose, continua sob o risco de exposição e é protegida. Isso quer dizer que a vacina está funcionando e é eficaz. O estudo será concluído em cerca de um ano.

Segundo revelado pelo CRIE, os efeitos colaterais da vacina atingiram apenas 10% dos voluntários, mas ainda assim são efeitos considerados normais entre as vacinas comuns. Uma reação local normal, com vermelhidão ou dor e a reação sistêmica como se fosse uma gripe, ou seja, um pouco de febre. Tudo bem dentro dos parâmetros das vacinas usadas até o momento.

Na corrida global por uma vacina contra a covid-19, o imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford aparece entre as primeiras no pódio, pelo menos essa é a aposta da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A fórmula contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2) já está sendo testada em humanos no Brasil e também na África do Sul, depois de testes iniciais positivos no Reino Unido.

No mundo, cerca de 200 outras vacinas são testadas para imunização contra a covid-19, incluindo versões em produção na China. Todas supervisionadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os testes da fase 3 da vacina Coronavac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, começarão a ser testadas no próximo dia 20 no Brasil.

 

 

 

 


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