Jundiaí

Jundiaienses começam a produzir máscaras caseiras


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Crédito: Reprodução/Internet
Com as novas orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial (OMS) quanto a liberação do uso de máscaras de tecido, de pano ou de TNT, jundiaienses começaram a produzir máscaras para vender para amigos ou conhecidos ou até mesmo para doar para trabalhadores da saúde. O aposentado Eusébio dos Santos, de 63 anos, ao lado da sua esposa, a costureira Neusa Statuti, de 57 anos, começou a confeccionar máscaras com o objetivo de doar aos profissionais de saúde. “Estamos produzindo para doar kits com quatro máscaras cada para o Hospital São Vicente e para a Unidade Básica de Saúde (UBS) do nosso bairro, o Tulipas”, conta Santos. Segundo o aposentado, são produzidos por dia cerca de 50 kits, mas no início dos trabalhos o casal achou que seria fácil. “A falta de alguns produtos nos deixou preocupados. Buscamos a linha no Celmi (Centro de Educação e Lazer para Melhor Idade) pois participamos de patchworks lá, mas os elásticos não. Assim estamos fazendo com tirinhas. A falta de alfinetes dificulta ainda mais a costura”, descreve o aposentado. E completa. “Estamos utilizando também rolos de TNT, obedecendo as condições de higienização. A gente segue todas as orientações do Ministério da Saúde”, completa. A artesã Bruna Valeska Moreira de Souza trocou o seu modo de trabalho. Em vez de realizar encomendas para bebês agora costura máscaras faciais caseiras. O item que agora se tornou necessário para uso pessoal se tornou o seu ganha-pão. “Esse mês eu consegui pagar a prestação do apartamento e o meu marido assumiu as outras despesas da nossa residência”, detalha. A produção de Bruna começou há três semanas. Inicialmente era apenas para o seu marido, o técnico eletrônico Davi Gustavo de Souza, usar no trabalho. “A fábrica que ele é funcionário não parou na quarentena então eu resolvi fazer para proteção dele, pois ele viu alguns chineses usando”, diz. Segundo Bruna, o uso das máscaras foi recomendado pelas autoridades apenas para as pessoas que não tivessem nenhum sintoma, mas mesmo assim ela resolveu fazer para seu marido. “Ele usou no trabalho, o pessoal viu e gostou. Recentemente ele fez divulgações no grupo onde moro e comecei a produzir”, afirma. Mãe de uma bebê de quatro meses, ela leva de sete a oito minutos para deixar pronta uma máscara. “Já cheguei a fazer 50 em um dia com a ajuda de toda a família”, lembra.  Além do seu marido e a bebê, Bruna mora com as outras duas filhas, de 5 e 10 anos. Suas máscaras podem ser bordadas e as encomendas chegam de todo o país. “Recebo de quase todo o Brasil, especialmente de SP, RJ, MG e PR”, completa. RECOMENDAÇÕES Segundo o Ministério da Saúde a máscara é individual e não pode ser dividida com outra pessoa. Ela deve ser usada por cerca de duas horas e depois é necessário a troca. O ideal é que cada um tenha pelo menos duas máscaras de pano para seu uso. Segundo o órgão federal a máscara serve de barreira física ao vírus da covid-19, por isso, é preciso que o objeto tenha pelo menos duas camadas de pano (dupla face). A máscara deve ter elásticos ou tiras para amarrar acima das orelhas e abaixo da nuca. Desse jeito, o pano estará sempre protegendo a boca e o nariz e não restarão espaços no rosto. O objeto somente deve ser usado sempre que a pessoa sair de casa. É recomendável sempre estar com pelo menos uma de reserva e levar uma sacola para guardar a máscara suja, quando for necessária a troca Ao chegar em casa, quem usou deve lavar as máscaras usadas com água sanitária e deixar o objeto de molho por cerca de dez minutos.  

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