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Jundiaienses desconfiam de notícias das redes

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 23/10/2018 | 06:04

É inegável: o fenômeno das fake news está no centro do debate político no Brasil. Neste domingo (21), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizou uma longa coletiva de imprensa só para tratar do assunto. O órgão divulgou uma série de medidas para tentar ao máximo coibir a prática nas vésperas do segundo turno eleitoral.

“Estamos lidando com um mundo que possui outras regras e ainda não temos uma legislação específica a respeito e que permita uma resposta eficaz. Estamos descortinando sobre o tema”, ponderou a presidente do TSE, Rosa Weber. “Se alguém tiver uma solução que coíba fake news, por favor, me apresente, pois ainda não descobrimos o milagre.”

Um dos principais assuntos tratados na ocasião foi a matéria do jornal Folha de São Paulo, que acusou diversas empresas apoiadoras de Jair Bolsonaro (PSL) de comprar pacotes de disparos em massa contra o candidato do PT, Fernando Haddad, através do WhatsApp.

Mesmo antes do escândalo, diversas iniciativas jornalísticas surgiram única e exclusivamente com o objetivo de desmentir informações falsas disseminadas na internet, geralmente através de imagens que trazem acusações diversas sem citar a fonte.
O alvo das acusações nem sempre é um político, mas a própria mídia tradicional vem sendo alvo de descrédito. O resultado é uma população que se sente enganada por todos. A auxiliar de produção Rosângela G. Dias, de 47 anos, resume bem a sensação: “Não dá mais para saber em que acreditar”.

Ela conta que costuma ler portais de notícias, mas que já viu diversas acusações pertinentes de que a TV e os jornais mentem. “Nem sempre sei dizer se é verdadeiro ou falso, mas tento ter bom senso”, admite. Já Willian Henrique, de 19 anos, crê que é fácil reconhecer a veracidade de uma informação. “Tem muita coisa que é tão absurda que está claro que é falso. Só acredito se tem uma fonte confiável, como um jornal”, afirma.

Vivian, que não quis se identificar, é o extremo oposto. A jovem de 19 anos simplesmente assume que tudo é mentira e escolhe não ver. Como ela se informa sobre os candidatos antes de escolher seu voto? Ela não vota. “Sou Testemunha de Jeová e todos nós anulamos”, afirma.

Crenças à parte, o desinteresse político de Vivian pode ser visto na maior parte dos colegas de sua geração. Stephanie Bonvechio, 19 anos, prefere não ler as notícias, fakes ou não. “Não costumo discutir política nas redes, então não recebo esse tipo de conteúdo”, diz.

ENQUETE FAKE NO WHATSSAP OU INTERNET ROSANGELA G DIAS

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ROSANGELA G DIAS


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