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Jundiaienses optam por locais públicos para uma boa leitura; descubra quais são

KÁTIA APPOLINÁRIO | 08/04/2018 | 02:20

Você se lembra quando foi a última vez que reservou um tempo para ler um livro? A experiência literária não se resume em correr os olhos pelas páginas. Para muitos, abrir um livro acaba se tornando um verdadeiro ritual em que cada detalhe é importante: a tipografia, o cheiro do papel, e claro, o aconchego do local em que nos dispomos a ler. Por isso, o Jornal de Jundiaí fez um tour pela cidade e selecionou os melhores lugares para uma boa leitura. Com mais de 52 mil obras literárias, neste mês o Gabinete de Leitura Rui Barbosa completa 110 anos de história. Fundado pelos funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, o local era ponto de encontro entre os jovens intelectuais e hoje conta com 347 associados. A mediadora Denise Fávaro Augusto, de 56 anos, é associada há mais de três décadas e lá se sente em casa. “Se eu passar um dia sem ler, me sinto mal”, afirma ela, que lê em média de oito a dez livros ao mês. Já o funcionário público Cícero Alves de Araújo, de 44 anos, recorre à calmaria do ambiente em seus dias de folga para estudar. “Aqui o estudo rende mais, não me distraio com fatores externos e me concentro melhor”. Além dos livros, o gabinete dispõe de jornais e revistas, computadores para pesquisa e área lúdica para crianças.

GOSTO PELA LEITURA BIBLIOTECA DO SESC

Espaço educativo
Mas para quem acha que todo espaço voltado para a leitura se resume àquele modelo de “biblioteca sisuda” em que se exige silêncio e disciplina absoluta, está enganado. Na Biblioteca Nelson Foot, arte, cultura e entretenimento se misturam e dão uma nova cara ao espaço educativo. Além do acervo disponível para empréstimo, a Biblioteca tem como missão fomentar a leitura entre jovens e crianças através de projetos como “Leiturinha em Foco”, “Lê no Ninho” e a tradicional Olimpíada de Redação, que acontece anualmente. Dialogar, brincar e trocar experiências também é mais do que permitido. Dentro das colmeias do Sesc Jundiaí, por exemplo, a leitura fica muito mais divertida para as filhas de Sueli de Sousa, as pequenas Gabriela, de 4 anos, e Isabele, de 6. O Sesc não se diferencia apenas pelo design arrojado. Há áreas voltadas para rodas de conversa, pesquisas e descanso. Outro diferencial é que o Sesc proporciona equipamentos de leitura para deficientes visuais, auditivos e motores. Para emprestar os livros do acervo, basta fazer uma credencial de atividades gratuitamente na central de atendimento.

Ao ar livre
Para os que preferem ler sob a sombra das árvores, não faltam praças e parques pela cidade. O Jardim Botânico, o Parque da Cidade e o Parque do Engordadouro, por exemplo, dispõem de uma vasta área verde, ideal para uma boa leitura. E porque não aproveitar o tempo livre no transporte público para colocar as leituras em dia? É o que faz a analista administrativa Maiara Tássia, de 34 anos. “Para mim, o ambiente ideal para a leitura é silencioso, confortável e com boa iluminação. Mas quantas vezes por semana eu tenho um ambiente assim à minha disposição? Leio muito no transporte público e no horário do almoço. É o que tem para hoje”, afirma, e nem por isso, a leitura deixa de ser prazerosa.


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