Jundiaí

Jundiaienses usam serviços essenciais, mas com muito medo


MOVIMENTO BANCO VILA HORTOLANDIA IARA LUNA
Crédito: Reprodução/Internet
O clima nas principais ruas de Jundiaí nesta segunda-feira (23) era semelhante a de um domingo a tarde. Mesmo com alguns estabelecimentos comerciais fechados, com exceção dos bancos, lotéricas, supermercados e farmácias, alguns até com filas, muitas pessoas se deslocaram apenas para uma urgência. Após o Decreto Municipal que restringe a abertura do comércio da cidade, em vigor desde a semana passada, os cidadãos estão mais precavidos em relação à exposição. Muitos deles em isolamento, saem apenas para o abastecimento de combustíveis, medicamentos e alimentos. Nas ruas há um vazio atípico para um dia de semana, mas basta avistar uma lotérica ou um banco para perceber a quantidade de pessoas que ainda precisa sair às ruas. Chegando ao banco de bicicleta para não usar o transporte público, Yara Lura da Silva diz que a aulas foram suspensas e ela estava em isolamento, porém precisou ir ao banco pagar dívidas que não esperam a quarentena passar. Quanto aos cuidados tomados para se prevenir do coronavírus, Yara conta que toma medidas de higiene. “Passei em três farmácias e álcool em gel estava em falta”, lamenta. O pedreiro Rodolfo Vicioli saía de um mercado com algumas sacolas nas mãos. Segundo ele eram itens essenciais. “Muita gente cancelou a obra porque não tem onde comprar o material de construção”, diz Vicioli lembrando que está parado esperando por trabalho. Apesar de trabalhar com horário reduzido, Marcos Braian Vaz precisou sair para abastecer o carro. Ele trabalha com entregas em um restaurante e viu o movimento subir bastante, de dia e de noite. O motoboy revela que toma as precauções necessárias e usa álcool em gel sempre, mas tem receio do vírus. “Tenho medo de contaminar minha esposa que está gestante.” MUDANÇA No mesmo posto em que Marcos abastecia, a gerente Sônia Maestrelo revelou que muitos microempresários estão sentindo a queda dos rendimentos, mas entende ser algo momentâneo e necessário para a população. “Os clientes estão mais conscientes e mantendo distância dos funcionários para realizar o pagamento.” Há alguns freezers de bebidas nesse posto, mas Sônia conta que o espaço está funcionando mais como um drive thru para que os motoristas não fiquem expostos. “Os funcionários do posto são orientados a sempre lavar as mãos e usar álcool em gel.” Afinal, a entrada nesses estabelecimentos está limitada e as filas formadas do lado de fora se estendem por metros. Adilson Félix foi até uma lotérica para fazer pagamentos. Ele é metalúrgico e continua em serviço, “até agora não tem previsão de parar”. Quanto às outras necessidades, Adilson disse evitar os mercados, pois já fez uma “compra para algum tempo”.

Notícias relevantes: