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Lei da Palmada trará pouco efeito, afirmam especialistas

| 09/06/2014 | 00:05

Aprovada pelo Senado Federal na noite da última quarta-feira, a Lei Menino Bernardo – conhecida como Lei da Palmada, que pune famílias que usam violência física na educação dos filhos – não refletirá em mudanças no comportamento da sociedade. Pelo menos esta é a opinião de especialistas em infância e juventude de Jundiaí.

Presidente do Conselho Tutelar 1 de Jundiaí, Kelly Galbieri não acredita na intimidação, por meio da lei, dos pais ou responsáveis que praticam violência física contra seus filhos. “Eu entendo que uma fiscalização para fazer valer o que pede a legislação é impossível”, afirma. Baseada na experiência obtida enquanto conselheira, Kelly confirma que é comum responsáveis negarem a prática do ato violento.

“Atendo muitos pais e mães que disfarçam e colocam a culpa nas crianças, dizendo que elas caíram e se machucaram.” Hoje, o Conselho Tutelar 1 recebe, em média, 20 denúncias mensais de violência contra crianças e adolescentes. Deste total, apenas 25% – cerca de cinco acusações – são praticadas por pais ou responsáveis dentro de casa.

As demais representam brigas que acontecem no ambiente escolar. “É outro problema que está aumentando na cidade. Cada vez mais há casos de alunos que agridem colegas, o que estimula a violência no ambiente de estudo”, revela.


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