Jundiaí

Leitora reclama de atendimento em hospital

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Crédito: Reprodução/Internet
Desde 2017, a aposentada Nilce Maria Gonçalves de Góes, de 68 anos, trata de câncer endometrioide e, por conta disto, tem infecções constantes e sangramento que provocam uma forte anemia. Para o tratamento da anemia, Nilce, desde o ano passado, faz o uso do medicamento Noripurum, administrado via venosa, ou seja, aplicado na veia, mas segundo a filha, Márcia Gonçalves de Góes Bocaleti, com o início da pandemia, o tratamento que era feito no Hospital Paulo Sacramento, foi transferido para o Centro Clínico Prudente de Moraes e, a partir daí, começaram os problemas para o tratamento da anemia. “Ela é tratada semanalmente com a medicação Noripurum. Antes da pandemia, as sessões eram realizadas no CASE do hospital, onde existia um procedimento para aplicação e nunca tivemos problemas. Porém, desde que passamos para o Centro Clínico Prudente de Moraes, minha mãe sofre todas as quartas-feiras. Sai com os braços cheios de hematomas, pois alegam que as veias dela estouram.” Indignada, Márcia alega que as veias da mãe estouram devido à fragilidade, por ser idosa e com histórico de tratamentos contra o câncer. No entanto, além das dores, o tratamento está comprometido. “ Na última consulta, minha mãe levou oito furos e não tomou a medicação. Uma equipe de três enfermeiras formou-se ao redor dela e simplesmente me disseram para levá-la na próxima semana, fazer compressas com chá de camomila no braço e colocar blusa nela”, reclama Márcia ao lembrar que o tratamento da mãe é paliativo, para promover a qualidade de vida, e que o convênio custa mais de R$ 1.200, mas não oferece a qualidade que deveria. Procurado, o Grupo NotreDame Intermédica informou que a paciente foi transferida para o atendimento no Centro Clínico Prudente de Moraes para diminuir a exposição, por conta da pandemia. Através de nota, o GNDI diz que, na última sessão, em 12 de outubro, após várias tentativas de punção, sem sucesso, a equipe de enfermagem orientou a paciente e familiares sobre os cuidados para evitar hematomas nos membros superiores, com a aplicação de compressas com chá de camomila. O GNDI diz que a administração dos diversos medicamentos, junto com a fisiopatologia da doença, faz com que as veias da paciente fiquem mais frágeis, por conta das perfurações recorrentes. Aumentando as chances da formação de hematomas e a dificuldade de acesso. Mas Grupo informa que o Centro Clínico Prudente de Moraes está preparado para atender este tipo de procedimento. E, por ora, leva em consideração a experiência da paciente com relação a identificação com o serviço especializado em oncologia, e talvez possa retorná-la para atendimento no CASE.

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