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Maio Roxo: Alerta para doenças inflamatórias intestinais

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 26/05/2019 | 05:03

Maio é um mês de alerta para duas doenças pouco conhecidas pela população. A Retoculite Ulcerativa e a Doença de Crohn são conhecidas como doenças inflamatórias intestinais (DII) e podem causar muito incômodo se não forem tratadas corretamente. Ambas são alterações que provocam uma inflamação no aparelho gastrointestinal. Porém, a primeira atinge especialmente o intestino grosso e a segunda pode atingir o sistema digestivo da boca até o ânus.

As DIIs atingem cerca de 15 milhões de pessoas pelo mundo e podem aparecer em qualquer fase da vida, mas são mais comuns em adolescentes e jovens.

Vitor Rafael Pastro, proctologista do Hospital São Vicente, afirma que a Crohn e a retoculite são duas doenças muito semelhantes. “É muito comum o paciente apresentar um quadro inicial de uma delas e, conforme a doença evolui, percebemos que se trata da outra. Por isso é um desafio para os proctologistas um diagnóstico certeiro logo no primeiro atendimento”, explica. Ele conta que ainda não existe uma causa definida, mas alguns fatores influenciam no desenvolvimento da doença. “Desde uma má alimentação até causas relacionadas ao psicológico e meio em que o paciente vive. Tudo isso pode ser relacionado ao aparecimento dessas doenças”, conta.

Os sintomas são parecidos com uma má digestão, mas é importante perceber a frequência que eles aparecem. “Em geral, os pacientes apresentam dores abdominais, alteração do hábito intestinal como diarreias associadas com sangue e muco. Alguns ainda podem apresentar quadros de emagrecimento e fístulas anais com saída de secreção”, afirma o médico.

TRATAMENTO
Por não ter possuir uma causa definida, as doenças inflamatórias intestinais não têm cura. Contudo, possuem tratamento e podem ser controladas. “Existem uma série de medicações que podem ser administradas no paciente. Elas vão desde anti-inflamatórios e imunossupressores até medicamentos mais modernos, biológicas, que se tratam de anticorpos específicos que atuam diretamente na doença”, explica o proctologista.

Não existe prevenção para as doenças, por isso, o diagnóstico é importante e baseado em avaliações físicas no consultório. Exames como colonoscopia, estudo radiológico do trânsito intestinal, tomografia computadorizada e ressonância magnética também ajudam no resultado. Após a confirmação de uma das doenças, é fundamental manter uma alimentação saudável e balanceada. “O que recomendamos para a maioria dos pacientes é uma dieta rica em fibras, alimentos leves e muita ingestão de líquidos – no mínimo dois litros por dia. Além disso, evitar alimentos muito condimentados e gordurosos, carnes vermelhas e derivados de leite, pois eles podem agravar o quadro de quem apresenta a doença”, explica.

Doenças inflamatórias intestinais atingem cerca de 15 milhões de pessoas


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