Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Maioria dos casos é tratada em Jundiaí

| 02/06/2014 | 00:25

Enquanto 40% dos quase 400 novos casos de câncer registrados este ano no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo vêm de outros municípios – como das oito cidades da Região e ainda de localidades afastadas como Pará e Bahia -, poucos pacientes locais precisam ser encaminhados para outras cidades. 

Ainda assim, há uma demanda não suprida pelo centro de oncologia do HSVP, embora ele seja referência no tratamento do câncer. Segundo o coordenador e oncologista Izandro Reges Brito Santos, a máquina que faz a radioterapia no hospital contempla mais de 95% das necessidades da população.

“Mas há alguns tipos de radioterapia que não são realizadas aqui. Principalmente a braquiterapia, em geral relacionada ao tratamento de câncer de colo de útero. Quando é necessário esse tratamento, enviamos os pacientes para a Beneficência Portuguesa, em São Paulo.”

Casos de tumores ósseos em adultos também não são tratados no município. “Quando o paciente é criança encaminhamos para o Grendacc (Grupo em Defesa da Criança com Câncer) e adultos são tratados no hospital da Unicamp, em Campinas.”

Isso porque o hospital não conta, em seu quadro médico, com um ortopedista especializado em tumores. “Mas é um câncer de pouca incidência em Jundiaí”, completa.

Estatísticas locais – Izandro afirma que atualmente o câncer de próstata é o mais incidente em Jundiaí, com quase 70 novos casos anuais. Ele é seguido de perto pelo câncer de mama, cujas estatísticas são praticamente iguais. 

Em seguida estão cânceres de colo de útero e reto, que somam pelo menos 80 novos pacientes ao ano. Depois disso estão os tumores de estômago e pulmão.

O que incomoda o oncologista é que todos esses tipos de câncer podem ser diagnosticados logo no início, se os pacientes fizerem um acompanhamento médico. “Mamografia para mulheres com mais de 45 anos – 40, se houver histórico na família, exames de colo de útero anuais e acompanhamento com urologista pelo menos uma vez ao ano para homens com mais de 40. É simples e necessário.” Ele nota que poucos fazem esse acompanhamento, e, com isso, não diminuem as estatísticas de risco nacional.


Link original: https://www.jj.com.br/jundiai/maioria-dos-casos-e-tratada-em-jundiai/
Desenvolvido por CIJUN