Jundiaí

Mais vítimas procuram a polícia contra médico


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Crédito: Reprodução/Internet
Mais três vítimas do médico dermatologista, suspeito de praticar violência sexual mediante fraude contra pacientes, em Jundiaí, procuraram a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência. Uma delas denunciou o abuso no Plantão Policial. As outras duas foram diretamente à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Todas elas disseram que ganharam coragem para denunciar, depois de lerem reportagem publicada pelo Jornal de Jundiaí na semana passada, em que uma jovem de 19 anos relatou os abusos. Um inquérito policial já foi aberto pela delegada da DDM, Renata Yumi Ono, decretou sigilo do inquérito policial e disse que vai representar pela decretação judicial do processo no momento do ajuizamento. A reportagem teve acesso a um dos três novos boletins de ocorrência com denúncias contra o médico. Nele, a vítima, uma mulher de 48 anos, contou que foi à consulta no dia 9 de abril, para um problema na pele, na altura da canela, causado pelo uso de uma lâmina de depilação. A consulta e medicamentos, aliás, foram custeados pela empresa fabricante da lâmina. Ela ainda relatou que no dia da consulta o local estava cheio e houve atraso. Ela então relatou o problema na canela e ele pediu que ela ficasse nua. Desconfiada, ela se recusou, explicando mais uma vez que o problema era na canela. Ela então apenas levantou o vestido que usava, e ele passou as mãos no local. Na medida em que a examinava, o médico passou a fazer elogios a ela, segundo a vítima, “numa atitude nada profissional”. Ele então pediu que a vítima deitasse de bruços, com o pretexto de que era para examinar a parte atrás da perna. Ele então passou a apalpar as nádegas dela, dizendo: “você é linda, linda”. Nesse momento ela se virou rapidamente, se sentou, e questionou se ele lhe daria ou não receita para comprar medicamento. Nervosa com a situação, ela também fez menção de ir embora. Logo após a vítima ameaçar de ir embora ele voltou a dizer que ela era linda, e que ela nunca mais iria precisar trabalhar, porque ele era rico. Ela cortou o assunto. Ele então lhe deu a receita, não sem antes tocar em seus seios. Ela contou também aos policiais que não o denunciou anteriormente, porque teve medo de que a polícia não acreditasse nela, e que algo se revertesse contra ela juridicamente. Investigações A delegada da DDM, Renata Ono, disse que, por se tratar de inquérito sigiloso, não pode dar detalhes da investigação. Tampouco confirmou a quantidade de três novos BOs. Disse apenas que pediu sigilo “por causa da natureza do crime, para impedir a exposição também das vítimas”. Renata informou, ainda, que é importante que vítimas de médicos dermatologistas procurem a DDM, uma vez que, em caso de se tratar do médico em questão, elas serão ouvidas em inquérito. “Como se trata de um crime sem testemunhas, precisamos ouvir os relatos das vítimas e incluir tudo no inquérito”, salientou ela. Sobre uma possível prisão preventiva do suspeito, ela informou que só a investigação é que vai dizer quando e se isso deverá acontecer. “Cada caso é um caso, não é uma regra só. Vai precisar ser investigado”.

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