Jundiaí

Mata Ciliar acolhe animais traficados

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Crédito: Reprodução/Internet
A Associação Mata Ciliar em Jundiaí resgatou 427 animais silvestres vítimas de tráfico. Entre os animais recolhidos estavam 72 filhotes de Jabuti, duas iguanas e 355 pássaros de espécies variadas como azulão, corrupião e coleirinhas. Devido as más condições em que foram transportados, muitos não resistiram e acabaram falecendo no caminho. Agora o trabalho é para devolvê-los ao habitat natural. De acordo com a médica veterinária, Cristina Harumi Adania, de 59 anos, o resgate foi realizado no dia 4 de julho pela Polícia Militar Ambiental em Vargem, cidade próxima a Bragança Paulista. "Eles ficaram horas dentro de pequenas caixas de sapato, mal arejadas, sem água ou alimento", conta a especialista, alegando que ao chegarem em Jundiaí, tiveram que ser mantidos por dias em câmaras de calor para que não sofressem com a diferença do clima na cidade em relação à Caatinga baiana. O coordenador de comunicação da Associação Mata Ciliar, Samuel de Oliveira Nunes, de 38 anos, diz que o trabalho agora é de levantar fundos para conseguir transportar os animais. O custo com transporte chega a pelo menos R$ 35 mil. “Precisamos enviar estes animais em um avião com todos os devidos cuidados para que não tenham a sua saúde ainda mais prejudicada. Estamos recorrendo à população para levantar este montante”, diz Nunes.  

LEGISLAÇÃO

Segundo levantamento realizado pelo Relatório Nacional sobre o Tráfico de Fauna Silvestre (RENCTAS), o tráfico de animais movimenta de 10 a 20 bilhões de dólares por ano e é a terceira atividade ilícita mais praticada do mundo, perdendo apenas para o tráfico de armas e drogas. A cada 10 animais vivos traficados, apenas um sobrevive. Em Jundiaí, a Divisão Florestal da Serra do Japi da Guarda Municipal (GMJ) resgata, em média, dois animais silvestres ao mês que, em área urbana, são devolvidos no seu hábitat natural. Se feridos, os animais silvestres são levados para a Mata Ciliar que por sua vez, alega que 60% dos animais que recebe são provenientes do tráfico.   De acordo com o artigo 24 da lei nº 6.514 de 2008, "matar, perseguir, caçar, apanhar, coletar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida é crime ambiental e pode gerar multa de R$500 por indivíduo de espécie não constante de listas oficiais de risco ou ameaça de extinção; R$ 5.000 por indivíduo de espécie constante de listas oficiais de fauna brasileira ameaçada de extinção, inclusive da Convenção de Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites)”. Mas nem sempre a lei é cumprida. “Pelos casos que nós acompanhamos ao lado dos órgãos oficiais, na maioria das vezes, sequer a multa acaba sendo paga. A pena acaba sendo revertida em serviços sociais, entregas de cestas básicas, e com isso, o tráfico continua acontecendo. Nosso apelo é para que as pessoas não comprem animais silvestres, pois ao retirarem essas espécies do meio ambiente, há um impacto no ecossistema, uma vez que cada um possui uma função específica”, frisa Nunes

AJUDA

Para ajudar, basta fazer um depósito em qualquer valor  para a conta Santander, Agência: 0281 Conta corrente: 13002007-8 CNPJ: 61056933/0001-95

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