Jundiaí

Mercado de peixes não sofre com problema no Nordeste


QUALIDADE DO PEIXE CAMARAO PESCADO JOSELENE SANTOS
Crédito: Reprodução/Internet
Quem gosta de saborear um bom peixe pode ficar despreocupado com a procedência do pescado. As manchas de óleo que atingiram as praias do nordeste do Brasil não afetam os mercados jundiaienses. O fornecimento também está normal nas lojas e restaurantes ouvidos pela reportagem. Proprietário de uma rede de peixarias na cidade, o comerciante Paulo Soares comenta que não houve nenhum tipo de desabastecimento. “Noventa por cento dos peixes que compro são do Rio de Janeiro e Santa Catarina. E os outros dez por cento vêm de Santos”. Ele ainda destaca que o preço do frete e o tipo de transporte inviabiliza a logística. “O preço do peixe que sai do Nordeste e vem pra cá deixa o produto muito caro para nós e isso reflete no bolso de quem compra, além de demorar quase três dias para chegar até a região Sudeste. Por isso a gente opta por pegar os produtos do Sul. Por ser rapidamente perecível, normalmente o peixe é consumido na região em que é encontrado”. O incidente nordestino também não atrapalha os restaurantes. Proprietário de um estabelecimento exclusivamente voltado para peixes e frutos do mar, o empresário Gustavo de Andrade Zanquini não nota redução do fluxo de clientes. Ele também não compra pescados da região atingida pelo óleo. “O camarão do Nordeste é criado em cativeiros. Enquanto os do Sul vem direto das piscinas naturais de Laguna e Tubarão, em santa Catarina. A diferença entre camarão do Nordeste e do Sul chega a 50% do valor”, ressalta. Manchas A Polícia Federal investiga a procedência das manchas de óleo que surgiram no litoral nordestino. Ao todo, nove estados foram atingidos, ameaçando a fauna e flora local. A investigação inicial identificou, a partir de imagens de satélites, uma mancha inicial a aproximadamente 700 quilômetros da costa brasileira. A partir daí, descobriu-se que o navio era um petroleiro grego, que havia atracado na Venezuela. O navio passou pelo país vizinho entre os dias 28 e 29 de julho. O secretário de Agricultura e Pesca, Jorge Seif Junior, afirmou, durante uma live ao lado do presidente Jair Bolsonaro, que “o peixe é um bicho inteligente e foge do óleo”. O secretário afirmou ainda que nenhum pescado sofreu contaminação, de acordo com o Ministério da Saúde. “Os únicos casos de contaminação foram pessoas que estavam sujas desse óleo e usaram tíner ou óleo diesel para retirar do corpo", disse. "Podem consumir pescado, está 100% avaliado pelo Ministério da Agricultura, pelo Serviço de Inspeção Federal. O presidente Jair Bolsonaro também se manifestou, na mesma live, sobre o ocorrido e negou que o governo tenha demorado no processo de investigação. “Eu só podia agira quando o óleo chegou na praia porque os satélites, os aviões, não conseguiam detectar nada. O óleo tem uma densidade um pouquinho maior que a água salgada”, finalizou.

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