Jundiaí

Mercado imobiliário começa 2020 aquecido


SETOR IMOBILIARIO PREDIO
Crédito: Reprodução/Internet
Impulsionado pelos números de 2019, o setor da construção civil e setor imobiliário começam o ano com expectativas positivas e animadoras tanto para quem vende quanto para quem deseja comprar. Embora o número de lançamentos imobiliários dos últimos três meses do ano passado não ter sido divulgado, o terceiro trimestre de 2019 registrou uma forte alta, de 53% de lançamentos e de 29% nas vendas de imóveis residenciais. Segundo números divulgados pelo Sindicato da Habitação (Secovi) a queda no número de unidades em estoque foi de 57%. A expectativa para este ano é de aumento de 15% nos lançamentos. “São números extremamente animadores. Nós já havíamos notado isso no ano passado e a tendência que o número continue aumentando”, analisa o diretor-regional do sindicato, Ricardo Benassi. Ele faz referência aos números apresentados durante o último relatório da entidade, divulgado no começo de dezembro passado. Para efeito de comparação, em 2012 foram lançados 5657 imóveis residenciais de 1 a 4 quartos. Este número sofreu queda em todos os anos seguintes, até atingir seu ápice negativo em 2017, quando 360 novos apartamentos foram inaugurados. Em seis anos, o setor sofreu uma queda de 94% no número de aberturas. Até o mês de novembro de 2018, esse número voltou a subir, com 750 novas unidades. “Jundiaí possui apenas 1,2 imóveis novos de estoque a cada 1.000 habitantes. Sorocaba, como referência, apontava aproximadamente 5 unidades de estoque a cada 1.000 habitantes”, explica. Os números significam que a população em Jundiaí, receosa durante a crise econômica, voltou a comprar imóveis e a limitada oferta deverá gerar uma progressiva elevação de preços na região, após um período de forte redução”, aponta o vice-presidente de Marketing e Inteligência de Mercado da Proempi. Eli Gonçalves. Mesmo com a expectativa do avanço, Gonçalves não fala de números. “O aumento da confiança do consumidor e do empresário, melhoria dos indicadores fiscais do governo, permitindo mais investimentos em infraestrutura, redução das taxas de juros do financiamento imobiliário e alteração do plano diretor na cidade viabilizando mais empreendimentos para todas as classes sociais, são alguns dos fatores que vão puxar a alta do setor”, completa. O sócio-diretor da Tebas Investimentos José Roberto Orlando também está animado com os próximos passos do setor. “A retomada positiva é irreversível. O preço do imóvel deve subir um pouco, mas isso ocorre em todos os casos. O consumidor que pode investir está mais confiante em relação aos outros anos, quando houve um período de cautela e incertezas”, diz. PEQUENAS FAMÍLIAS A contribuição das famílias e de pequenos empreiteiros também vem sendo importante para a recuperação da construção. O volume de vendas no comércio varejista de materiais de construção, por exemplo, apresentou alta de quase 4% de janeiro a setembro de 2019 em comparação com igual período do ano anterior em uma loja de materiais de construção. Mesmo com os bons números, o proprietário Antônio Tortorella analisa com cautela na confecção de um cenário mais animador. “A venda de materiais de construção oscila demais durante o ano todo. Se analisarmos 2019, não temos muito o que comemorar, mas não foi um ano ruim” diz. Para efeitos de comparação o mês de novembro do ano passado superou o volume de vendas registrados durante os anos de 2016 e 2017 inteiros. “É motivo de animação, mas a gente não pode analisar com base nisso porque o começo do ano é sempre complicado por conta de outras prioridades, como o pagamento de impostos, por exemplo”, diz.

Notícias relevantes: