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Mercado imobiliário local prevê crescer mais que média do país

Guilherme Barros | 28/11/2019 | 05:00

Depois de alguns anos com a demanda reprimida de novos empreendimentos, a construção civil volta a dar sinais de recuperação. O setor registrou o melhor trimestre do ano, em comparação com o mesmo período no ano passado. No país, foram lançados 33.199 apartamentos no país, alta de 23,9% em relação a 2018, e 4,1% se comparado ao segundo trimestre deste ano. Os números são da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Os dados de Jundiaí serão divulgados em 2 de dezembro, durante evento do Secovi – SP. Apesar de os números ainda não terem sido divulgados, a expectativa é que a cidade tenha números superiores à média nacional.

“Como temos uma crise no setor que já está bastante prolongada, existe sim uma expectativa de lançamentos neste ano e, principalmente, em 2020. Em Jundiaí, esse número vai passar da média nacional, certamente”, avalia o representante do Secovi em Jundiaí e região, Ricardo Benassi. “Nos tempos áureos de lançamento, a cidade registrou 12 mil novos apartamentos em três anos, uma média de 4 mil por mês, isso falando de todas as construtoras. Hoje esse número está na casa dos 1500 por ano”, completa o empresário.

Em termos de vendas, o número também é positivo. Foram comercializadas 32.575 unidades, um aumento de 15,4% no comparativo com 2018, e 4,9%, inferior ao trimestre anterior. O perfil do consumidor também mudou durante o período de recessão econômica. “Muitas pessoas que compraram apartamento em 2011 e 2012 tiveram que devolver o empreendimento por não conseguirem pagar, e aí as incorporadoras começaram a fazer permutas com os compradores. Hoje, quem compra apartamento já pronto são aqueles que têm um imóvel e querem trocar nesta modalidade. É um pessoal mais velho”, diz o proprietário de uma empresa de consultoria financeira de jundiaí, Alexandre Barbosa.

“A redução da taxa Selic também foi de fundamental importância para o resgate do crédito imobiliário. As parcelas ficaram bem mais reduzidas, o que atrai bastante o comprador”, enfatiza a consultora financeira Márcia Cristina Vicentin, em alusão à menor taxa básica de juros da história. Ainda segundo a CBIC, o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, da Caixa Econômica Federal, responde por 56,9% dos lançamentos e 50,7% das vendas no empreendimento.

A nutricionista Sheila Vieira Lima comprou nesta modalidade. Pesquisou bastante antes de comprar seu primeiro imóvel. Ela adquiriu um apartamento de 49 metros quadrados.

A facilidade da entrada e a vantagem de comprar na planta foram uns dos atrativos da compra do novo lar, avaliado em 174 mil reais. “Eu estava esperando o momento certo e como tenho sentido estabilidade no trabalho achei que era a hora”, comemora.

Dados atualizados

O nível de empregabilidade na construção civil foi o maior registrado nos últimos sete anos, aponta um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento, feito com 483 indústrias entre os dias 1 e 12 de novembro, apontou que a chamada utilização da capacidade operacional ficou em 62%.


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