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Mês de junho começa com chuvas e estragos

COLABORAÇÃO DE GRAZIELLY COELHO | 04/06/2019 | 05:00

O mês de junho começou com muitas chuvas. O último domingo (2) foi marcado por fortes chuvas e ventos em Jundiaí. Segundo informações da Defesa Civil, as chuvas estavam constantes desde sábado, mas atingiu seu pico de intensidade entre 15h e 17h de domingo.

O volume de água acumulado registrado ontem (3) nos pluviômetros da cidade era de 68 mm no bairro da Roseira, 58 mm no bairro Fazenda Grande e no Jardim Florestal e de 40 mm no Santa Gertrudes. Em função do alto volume de água, no domingo foram registrados pontos de alagamentos e queda de árvores. No Jardim Messina, a queda de uma árvore derrubou três postes da CPFL, deixando a rua Catânia interditada. Já no Jardim Novo Horizonte, as chuvas alagaram a Av. Daniel Pellizari e um dos veículos que estava no local ficou parcialmente submerso.

O Corpo de Bombeiros, a CPFL e as Unidades de Gestão de Infraestrutura e Serviços Públicos (UGISP) e Mobilidade e Transporte (UGMT) atuaram para minimizar os problemas. Nenhuma ocorrência grave foi registrada.
Ontem (3), os moradores de Jundiaí enfrentaram mais chuvas e baixas temperaturas que oscilaram entre 16° e 21°C na cidade.

A previsão para os próximos dias, segundo informações do ClimaTempo, site especializado em meteorologia, é de que não haverá chuvas fortes na região, mas as temperaturas continuaram oscilando entre 13° e 23°C. A previsão é de que a temperatura volte a subir na sexta-feira (7), atingindo máxima de 25°C.

Fatores
Nos primeiros três dias de junho, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) registrou 21,8 mm de chuva, o que equivale a 42,6% da média de 51,1 mm esperada para todo o mês na capital paulista. O meteorologista Michael Pantera, do CGE, explica que três fatores influenciaram para o volume de chuvas dos últimos dias: a frente fria que passou pelo estado, o fenômeno El Niño (aquecimento das águas do oceano Pacífico), e o aumento da temperatura das águas do oceano Atlântico.

“Junho é um mês em que a chuva pode ser muito irregular, em alguns anos foram registrados apenas 1,5 mm e, em outros, 191 mm. Apesar da média ser de 51,1 mm, não é incomum chover muito mais do que este valor logo nos primeiros dias”, afirmou.
Ainda segundo o especialista, a frente fria está se afastando do litoral e, por isso, o clima deve estar mais seco nos próximos dias e as temperaturas mais baixas. Já o fenômeno do El Niño deve influenciar no volume de chuva até o final do ano.


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