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Mesmo com pouca incidência, câncer masculino preocupa

SIMONE DE OLIVEIRA | 05/10/2019 | 05:01

Para cada 100 mulheres com câncer de mama, um homem tem o mesmo diagnóstico. Apesar da incidência de apenas 1% de casos da doença, é preciso atenção e tratamentos adequados para que o problema não seja fatal.

Em Jundiaí, não há uma ação específica para o público masculino, mas os casos diagnosticados seguem os mesmos padrões para tratamento e acompanhamento pelo SUS.

O médico radioterapeuta Mário Ribeiro Neto, do Hospital São Vicente, explica os sinais e os sintomas da doença se assemelham aos das mulheres, mas como não há uma rotina para a mamografia, é preciso ficar atento a qualquer aparecimento de nódulos próximos ao mamilo, além de dores, enrrugação da pele e saída de secreção.

“Homens que possuem parentes próximos com câncer de mama e ovário, além da idade acima de 60 anos, devem ficar mais atentos. O diagnóstico precoce implica em maiores chances de cura como acontece no câncer de mama feminino”, orienta.

E foi o aparecimento de um nódulo na mama unida a algumas dores que fizeram o morador de Campo Limpo Paulista, Armínio de Carvalho Coelho Filho, de 60 anos, procurar orientação médica.

Ele conta não tem ninguém na família com a doença, mas, quando o médico falou em câncer, sabia que teria que iniciar um tratamento o mais rápido possível.

“Foi um susto, mas eu encarei a doença com naturalidade. Minha mulher ficou nervosa, mas eu tinha no meu coração que eu seria curado”, recorda-se.

A doença foi descoberta no início de 2017 e, no mesmo momento, começou o tratamento. Foram dezenas de sessões de quimioterapia e de radioterapia.

Agora passa por manutenções mensais. “Na minha primeira sessão meus cabelos já caíram, mas encarei com naturalidade”, diz.

Segundo o radioterapeuta Mário Neto, não há atualmente estimativa de câncer de mama masculino pelo INCA para o estado de São Paulo, mas, levando-se em conta as estimativas atuais para o câncer de mama feminino (16.340 caso novos em 2018), deverão ser esperados menos de 200 casos masculinos.

“O tratamento compreende retirada total da mama comprometida, seguido por quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, a depender das características do tumor”, explica o médico.


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