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Mesmo dentro das normas, Aeroporto de Jundiaí se mostra vulnerável

FELIPE TOREZIM - ftorezim@jj.com.br | 07/03/2018 | 04:26

O assalto ao Aeroporto de Viracopos na noite de domingo (4), no qual US$ 5 milhões (cerca de R$ 16 milhões) foram levados por homens armados com fuzis, que invadiram a pista com um carro caracterizado igual aos da segurança do Terminal, colocou em xeque o quão vulnerável pode ser um aeroporto e o terminal de cargas. A reportagem do JJ transitou por aproximadamente uma hora sem ser incomodada pelo Aeroporto Estadual Comandante Rolim Adolfo Amaro, em Jundiaí, na manhã de ontem. Durante esse período, a equipe não se deparou com vigilantes em momento algum e, rapidamente conseguiu se aproximar dos portões que davam acesso à pista, porém, todos estavam trancados com cadeados ou correntes. Nos alambrados, não havia buracos.

Na rua dos hangares, o acesso também estava liberado, porém cada um conta com segurança e portaria própria. Todos têm grades e portões altos, para dificultar o acesso. Apenas um deles estava aberto e foi possível se aproximar do galpão, onde tinha um avião estacionado e com acesso à pista. Nesse, apenas um homem que cortava grama olhou desconfiado para o carro da reportagem, que não foi abordado por ninguém. Já no aeroclube, onde é possível fazer voos panorâmicos, havia movimento de pessoas na lanchonete e na secretaria do espaço. Os portões também estavam trancados com cadeados e havia gente nos galpões, já na parte interna da pista.

Contatada, a gestora do aeroporto de Jundiaí, Janayna Teixeira dos Santos Larangeira, de 42 anos, informou que o Terminal conta com sistema de monitoramento de câmeras, com funcionários em uma central durante 24 horas. Além disso, há quatro vigilantes que fazem ronda pelo local. “Os seguranças ficam colocados em pontos estratégicos, que julgamos ser mais necessários. Os portões ficam sempre trancados, impossibilitando o acesso”, afirma Janayna, que ainda informou que cada hangar tem o próprio controle de acesso, saindo da cobertura da administração do aeroporto. Janayna ainda conta que a segurança do local está regulamentada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “Passamos por inspeção com frequência. Na última, em 2016, estava tudo correto”, conta. “Para casos de emergência, contamos também com protocolos confidenciais e investigação da Polícia Federal”.


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