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Mesmo perto das festas, procura por frutas ainda é pequena

Guilherme Barros | 19/12/2019 | 05:00

O período de festas de fim do ano registra um aumento considerável de consumo de frutas. Porém, os comerciantes atacadistas têm notado queda nas vendas, mesmo às vésperas das comemorações de Natal, data que tipicamente nota-se um aumento da procura.

Em um dos principais distribuidores de frutas para os supermercados de Jundiaí, existe uma expectativa que na semana do Natal essa procura volte a ter alta. “Normalmente a gente registra um aumento de 30 a 40% na distribuição para os varejistas. Este ano tivemos algum desabastecimento da uva Niagara por causa do tempo seco, mas nada que elevasse muito os preços. Foi tudo muito sazonal”, diz o dono de um box atacadista do Ceasa de Jundiaí, Pedro Luchesi. A uva Itália, por exemplo, era negociada a R$ 8 o quilo.

Já o preço da cereja, também com bastante demanda no encerramento do ano, valia R$ 130 a caixa com 5 quilos, uma média de R$ 26 o quilo.

Este ano o abacaxi superou a uva como o mais tradicional fruto procurado para a ceia natalina e o Réveillon. “Hoje em dia todo mundo que faz decoração ou churrasco consome abacaxi. Tem saído mais que a uva esse ano”, garante o proprietário.

Cada unidade de abacaxi era negociada entre R$ 7 e R$ 8. “Os preços de uma maneira em geral não aumentaram em relação aos meses anteriores, pelo menos no trajeto produtor-atacadista. O varejista, porém, pode colocar esse preço mais caro e, por isso, o consumidor pode sentir mais no bolso”, continua.

Porém, se a palavra for economia, o proprietário sugere evitar as frutas vindas de fora do país. “O preço da ameixa importada disparou e estamos sem o produto aqui”, completa Luchesi. O quilo da fruta estrangeira era negociado a R$ 20 o quilo no atacado. Já a ameixa rubimel, nacional, custava R$ 6 o quilo.

A lichia, que dificilmente é encontrada nos supermercados, deve voltar às gôndolas nas próximas semanas. A entressafra da fruta dificulta a oferta. O preço é entre R$ 12 e R$ 15 o quilo.

FRUTAS SECAS

As frutas secas também merecem destaque nas compras de fim de ano, seja para consumo ou mesmo na decoração. O aumento, de acordo com a proprietária de um empório de cereais e artigos diversos, Sabrina Frare é de 50%. “Às vezes as pessoas vem buscar apenas enfeites de mesa, mas a a maioria das frutas que saem são a tâmara e o figo seco, mas a gente também reforça o estoque de uvas passas e frutas cristalizadas. A noz com casca é outra bastante procurada”, comenta.

O quilo do figo seco, por exemplo, naquele comércio, era negociado a R$ 53 o quilo.

 


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