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Mesmo sem racionamento, região mantém cautela

Simone Oliveira | 15/11/2019 | 05:00

A falta de chuva dos últimos meses tem causado preocupação em alguns municípios a ponto de restringir o consumo de água e adotar medidas para evitar um racionamento mais radical, como aconteceu em 2014.

As altas temperaturas e a baixa umidade do ar resultaram na queda no nível dos mananciais de abastecimento, como tem acontecido em Sorocaba. Em Jundiaí, mesmo com um consumo médio de 1,6 mil litros de água por segundo, não há previsão de racionamento.

A DAE adianta que a represa está com nível operacional dentro do esperado para esta época do ano. Mesmo assim, o consumo de água deve ser racional, ação importante para que os reservatórios se mantenham em um nível razoável, mesmo em épocas de estiagem mais acirrada. <CW-8>É o que diz o coordenador de projetos do Consórcio PCJ (Piracicaba-Capivari-Jundiaí), José Cezar Saad, ao lembrar que o abastecimento nos municípios das bacias está normal, contudo, alguns tiveram dificuldades, durante o mês de outubro, havendo necessidade de interromper o abastecimento por algumas horas durante alguns dias.

“Estamos entrando no período de chuvas e, por isso, a tendência é que os rios tenham mais água, possibilitando às empresas de abastecimento captações regulares e fornecimento de água tratada sem interrupções”, explica.

Especialista na área hídrica, ele diz que os municípios que se preocuparam em investir em saneamento não terão problemas com a falta d’água e cita que algumas que possuem seus próprios reservatórios realizaram ações de desassoreamento para ampliar a capacidade de armazenamento de água. A implantação de reservatórios (represas) de água bruta é um processo de médio a longo prazo, pois a obtenção das licenças e outorgas, bem como os processos de desapropriações de áreas, é muito demorado. Do início do processo até o enchimento do reservatório, o prazo médio varia de 7 a 10 anos.

“Infelizmente em alguns casos não houve avanço no sentido de implantação de novos reservatórios de água bruta nos municípios da nossa região, de pequenos reservatórios municipais”, lamenta.

Campanhas

A DAE lembra que é sempre importante fazer o consumo racional da água. Por este motivo, realiza campanhas periódicas sobre o assunto.

Acesse o site daejundiai.com.br/dicas/dicas-para-evitar-o-desperdício

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informa que não há riscos ao abastecimento nas cidades atendidas na região, entre elas, Várzea Paulista, Campo Limpo, Jarinu, Itupeva e Cabreúva.

Os mananciais estão com níveis esperados para o início do período de chuvas. Na região, em relação à ampliação da segurança hídrica, a Companhia tem feito algumas obras. Em Cabreúva, por exemplo, tem o fornecimento e a montagem de equipamentos hidromecânicos da ETA Pré-Fabricada com previsão de término para o final de 2020.

A segunda ação é de obras complementares do Sistema de Abastecimento de Água, que compreende a recuperação do canal de captação, do tanque de sedimentação, pintura de reservatórios e montagem da estação elevatória de água tratada.

Em Campo Limpo, trabalha na reforma de decantadores, do sistema de lodo e dos floculadores da ETA. Além da adequação do setor de abastecimento dentro do Programa de Redução de Perdas e Eficiência Energética.

E, em Jarinu, estão em andamento os trabalhos para ampliação da ETA que passará a ter capacidade para produção de 100 litros de água por segundo.

Em junho foi inaugurada em Várzea Paulista o sistema de automação e a ampliação da capacidade de produção da ETA da cidade, que aumentou a disponibilidade de água para 200 litros.

 


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