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Meta da Mata Ciliar é sanar dívidas para equilibrar orçamento

SIMONE DE OLIVEIRA | 24/03/2019 | 05:01

Com mais de 20 anos de história e abrigando 800 animais – desde um passarinho de 20 gramas a uma leoa de 200 quilos – o Centro de Reabilitação de Animais Silvestres da Associação Mata Ciliar corre contra o tempo para sair do vermelho. Com gasto mensal de R$ 80 mil, a associação tem feito desde vaquinhas virtuais a pedidos de parcerias para sanar uma dívida de R$ 60 mil.
Os animais que chegam à associação recebem atendimento e tratamento veterinário até que estejam recuperados e possam iniciar o processo de reabilitação. Até que este processo seja finalizado, o maior custo é com a alimentação porque precisam receber nutrição adequada para a sua espécie.
A coordenadora da unidade, Cristina Adami, explica que as compras mensais giram em torno de 1,5 tonelada de frutas e verduras e 3 toneladas de carne. Este custo se acumulou nos últimos anos em virtude do aumento dos animais recebidos no Centro de Reabilitação de Animais Silvestre (CRAS).
“Até o início de maio, a nossa meta é conseguir os R$ 60 mil. Mesmo com as parcerias, o número de animais que chega tem aumentado muito nossos gastos, não só com eles, mas com todo nosso pessoal também. Temos desde os custos com salários de tratadores, técnicos e pessoal de serviços gerais, alimentação, medicamentos, manutenção dos recintos e tarifas públicas”, explica Cristina.
E este aumento de animais tem preocupado toda a associação. Só nos dois primeiros meses deste ano foram 463 animais vindos de 23 municípios, o que significa um aumento de 60% em comparação ao mesmo período do ano passado, porém as parcerias têm se mantido. “Recebemos uma média 10 animais por dia vindos de mais de 60 municípios de São Paulo vítimas de atropelamento, eletrocussão, tráfico, queimadas, caça e desmatamento. Este ano foram mais de 20 municípios que nos procuram, porém temos convênio com apenas seis”, explica.
A instituição recebe ajuda das prefeituras de Louveira, Vinhedo, Itatiba, Indaiatuba, Valinhos e Bragança Paulista. Mas a ideia é expandir. Além de estarem em contato com outros municípios para firmar este convênio, a associação também apela para as empresas. Por meio do programa “Guardiões da Mata”, com diversas ações ambientais desenvolvidas pela instituição ou o “Adote um Animal”, pessoas físicas e jurídicas podem ajudar a manter o dia a dia da unidade.

Onça-pintada, onça-parda, jaguatirica, gato-maracajá. Estas são algumas das espécies de felinos encontrados na Mata Ciliar, porém ainda há araras, macacos e uma infinidade de espécies que chegam. E, para ajudar a todos, a Mata Ciliar trabalha em parceria com o Centro de Pesquisa de Espécies Ameaçadas de Cincinnati/ EUA e a Universidade Federal do Mato Grosso. E foi justamente com esta parceria que nasceu o primeiro filhote no mundo de onça-pintada através da técnica de inseminação artificial por videolaparoscopia. Apesar de a oncinha ter nascido saudável e vigorosa e Bianca (onça) apresentado um excelente cuidado maternal com seu filhote, dois dias depois ele veio a óbito, mas as pesquisas continuam.
Outro programa é de Educação Ambiental, não apenas junto às cidades conveniadas, mas também com a Unidade de Gestão de Educação de Jundiaí, com objetivo que as crianças possam conhecer os serviços que a associação desenvolve para a conservação fauna e flora.

Para a ajudar a Mata Ciliar por meio da vaquinha basta acessar o site https://www.kickante.com.br/campanhas/alimentar-os-900-animais-silvestres-do-cras

MATA CILIAR  ANIMAIS


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