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Meta é alcançar 40 empresas incubadas até o fim do ano

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 10/08/2019 | 05:00

A Incubadora Tecnológica de Jundiaí passa atualmente por reforma para readequar o espaço já existente e acomodar as 25 empresas residentes. O número é praticamente o dobro das 13 empresas que estavam instaladas no local no início de 2017. A meta é alcançar 40 incubados até o fim deste ano. O motivo da ampliação é cada vez mais empresas crescem com apoio da Incubadora, em Jundiaí.

O químico Gilvan Xavier de Araújo, 59 anos, sócio da Cremolata, é um exemplo prático de como esse apoio pode transformar um negócio. Após encerrar as atividades de uma empresa que atuava no setor de petróleo, em 2018, ele decidiu investir no ramo de alimentos e, com auxílio da entidade, apostou em uma nova empreitada. Agora ele começa a colher os frutos e, ao todo, emprega quatro pessoas.

A ideia do produto, um suco natural congelado e raspado, sem adição de leite e aditivos, surgiu em uma viagem à Itália. “Eu experimentei e, como trata-se de um sorbet muito refrescante, imaginei que pudesse dar certo no Brasil, que é um país quente”, conta.

Depois de conversar com responsáveis da Incubadora, ele iniciou o planejamento do negócio e, dois meses atrás, abriu o primeiro quiosque da marca em um shopping da cidade. “A meta é abrir mais unidades e, no futuro, formatar o modelo de negócio para uma franquia”, adianta.

Outro exemplo de empreendedorismo é a empresa que o engenheiro David William Souza, 29 anos, é sócio. Administrada por oito jovens, a JT Instrumentação e Processos Industriais é uma distribuidora de equipamentos de controle de qualidade para cerveja, a marca chama-se Haffmans. “Nós temos um laboratório de calibração e assistência técnica para esses equipamentos. Dentro da nossa empresa temos uma startup chamada Solubeer, na qual desenvolvemos e fabricamos equipamentos para a fabricação de cerveja. Um de nossos principais produtos é o equipamento de fabricação de cerveja Smartbrew I”, conta.
David afirma que a Incubadora é essencial para o desenvolvimento de empresa. “Nós temos ajuda com o espaço físico, vigilância 24h, água e energia. Além disso, cursos de capacitação fornecidos pela Softex”, explica o engenheiro.

O jovem conta que o grupo possui grande expectativa em relação ao mercado. “Estamos acompanhando um movimento parecido ao que ocorreu nos Estados Unidos e Europa alguns anos atrás, em que micro cervejarias vem ganhando muito espaço no mercado. Esperamos que aconteça o mesmo no Brasil”, afirma.

Importância
O gestor da Unidade de Gestão de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (UGDECT), Messias Mercadante, afirma que a Incubadora é fundamental para o avanço da tecnologia na cidade. “O trabalho que realizamos é para estimular, incentivar e dar oportunidades para as empresas que desejam ingressar no mercado. A Incubadora representa uma passagem, um período de pesquisa para que os empreendedores evoluam”, explica.

“Nós temos ajuda com espaço físico, vigilância 24h, água e energia”, diz William Souza, sócio de uma empresa


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