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Ministro confirma nome de Eduardo Bolsonaro na embaixada dos EUA

FOLHAPRESS | 26/07/2019 | 20:35

O ministro Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, confirmou ontem (26) que o governo brasileiro formalizou o primeiro passo para a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), para o comando da embaixada brasileira em Washington, capital dos EUA. Segundo Araújo, o pedido de aceitação — consulta ao governo do país que receberá o indicado — já foi entregue ao governo americano.

No fim do mês passado, Eduardo acompanhou o pai em um encontro privado com o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca, função normalmente desempenhada pelo chanceler brasileiro. “Tenho a grande certeza de que será concedido o agrément (pedido de aceitação) pelo governo americano e que Eduardo Bolsonaro será um extraordinário embaixador”, elogiou Araújo após participar de encontro com chanceleres dos Brics, grupo de países emergentes que incluem Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul, no Palácio do Itamaraty do Rio de Janeiro.

Caso o governo realmente dê prosseguimento ao processo de indicação, Eduardo Bolsonaro terá que ter seu nome aprovado pelo Senado, em sabatina. A aprovação precisa ocorrer primeiramente na Comissão de Relações Exteriores da Casa, que decide sobre sua condução em votação secreta. Caso passe por essa etapa, seu nome vai ao plenário para uma decisão final dos senadores também em votação secreta — é necessária a maioria simples.

Bolsonaro falou pela primeira vez sobre a possibilidade de indicar o filho para a embaixada brasileira em Washington dias depois de ele completar 35 anos –idade mínima para assumir o cargo. O posto — considerado o de segundo maior prestígio na carreira diplomática, atrás apenas do de chanceler — está vago desde o início de abril, quando saiu Sérgio Amaral.

A possibilidade de nepotismo na nomeação de Eduardo para a embaixada fez com que Jair Bolsonaro comentasse o assunto em uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Bolsonaro disse que, “se puder dar um filé mignon para o meu filho, eu dou”.

Depois argumentou que a escolha visa melhorar a relação com o governo Trump. “Mas não tem nada a ver com filé mignon essa história aí. É, realmente, nós aprofundarmos um relacionamento com um país que é a maior potência econômica e militar do mundo”, completou.

Eduardo Bolsonaro defendeu a própria indicação para o cargo. “Sou presidente da Comissão de Relações Exteriores [DA CÂMARA], já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos Estados Unidos”, afirmou.


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