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Moradores de áreas de risco temem enchentes neste verão

Niza Souza . csouza@jj.com.br | 12/12/2017 | 16:10
Obra no trecho do Rio Jundiaí, no Jardim das Tulipas, começou em agosto e inclui construção de novas galerias de águas pluviais e outras ações; previsão de entrega é março do ano que vem (Foto: Rui Carlos)

Obra no trecho do Rio Jundiaí, no Jardim das Tulipas, começou em agosto e inclui construção de novas galerias de águas pluviais e outras ações; previsão de entrega é março do ano que vem (Foto: Rui Carlos)

Basta começar a chover para os moradores da parte baixa do Jardim das Tulipas ficarem em alerta. O local, por onde passa um trecho do Rio Jundiaí, é um dos pontos críticos da cidade e, no ano passado, registrou sua pior enchente. “Sempre que chove muito a água do rio transborda. A água costuma chegar na calçada. Mas no ano passado subiu um metro e meio. Perdemos tudo”, lembra a operadora de produção Vanessa de Azevedo Silva, que mora na avenida Marginal do Rio Jundiaí há sete anos. “Quando está chovendo muito, eu fico de olho no nível do rio. Se está alto, tiro as crianças de casa.”

Na casa vizinha, a cabeleireira Tacivania Alves Godoi diz que quando se mudou sabia que o trecho era de risco de enchente. Por isso, a entrada da casa é mais alta que o nível da rua, o que minimiza os danos. “Mesmo assim, a preocupação com as chuvas é grande”, diz.

Na rua Armando Malite o problema é ainda pior. Mesmo a um quarteirão do rio, os moradores não escapam das enchentes. Aparecida Menezes de Araújo mora no local há 12 anos e diz que está cansada da situação. Já faz anos que ela construiu uma pequena muretinha nos corredores para conter a água. “Qualquer chuva é sinal de preocupação”, lamenta, mostrando a placa de vende-se.

O local, que já recebe obras de contenção de enchentes, é um dos pontos alvo do Programa de Prevenção às Enchentes, da Prefeitura de Jundiaí, lançado oficialmente na semana passada, com trabalhos de desassoreamento no Córrego Guapeva. Além do Guapeva, estão previstas intervenções (de desassoreamento a limpeza de bocas de lobo) nos córregos do Santa Gertrudes, Jardim Rosaura (região do Caxambu), Tanque Velho (Jardim Aurélia e Vila Esperança), da escolinha Lipi (Colônia), Jundiaí-Mirim (Vila Hortolândia), da Roseira, afluente do Rio Jundiaí-Mirim (Parque São Luiz) e do bairro do Poste. Todos são considerados de prioridade “muito alta” pela Unidade de Infraestrutura e Serviços Público.

De acordo com a pasta, as obras no Jardim das Tulipas, que incluem a construção de galerias de águas pluviais, têm previsão de término em março do ano que vem. “Agora estamos vendo essa obra andar. Espero que consigam terminar até as chuvas de verão começarem”, torce Vanessa.

Monitoramento
Além das obras de prevenção, a Defesa Civil intensifica o monitoramento nas áreas críticas da cidade nesta época do ano. Para isso, utiliza 19 pluviômetros espalhados por Jundiaí para definir o volume de chuva e priorizar as ações, faz monitoramento das nuvens (intensidade e direção de movimentação) por meio de Radares Meteorológicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e realiza vistorias permanentes nas áreas de risco. Também mantém um sistema de envio de mensagens de texto (SMS) aos moradores cadastrados que residem nas áreas de risco do município.


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