Jundiaí

Moradores do Jardim Brasil questionam mudança de última hora no Plano Diretor


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Crédito: Reprodução/Internet
Aconteceu ontem (18), na residência de uma moradora do Jardim Brasil, uma reunião a respeito das alterações promovidas pela prefeitura no Plano Diretor, para que o bairro permaneça exclusivamente residencial. O grupo que se reuniu é a favor da abertura da região para comércios de baixo impacto, que era a proposta inicial do plano. O principal questionamento dos moradores é o por que dessa mudança de última hora em relação ao bairro, uma vez que tudo indicava a abertura da região para estabelecimentos comerciais como escritórios, consultórios e clínicas médicas. O Conselho Municipal de Políticas Territoriais (CMPT) inclusive já havia dado o parecer favorável à mudança. Leonardo Theon de Moraes, advogado, é filho de um morador do bairro e esteve presente em todas as audiências públicas e reuniões a respeito do Plano Diretor. Ele disse que a decisão da prefeitura pegou todos de surpresa, pois vai contra tudo o que havia sido conversado até então. “Todos os pareceres técnicos foram a favor da abertura. Apenas um abaixo-assinado da outra parte não me parece o suficiente para uma mudança tão inesperada, até porque houve um empate nos formulários que a prefeitura distribuiu nas casas antes da primeira audiência na Câmara”, comentou. Moradores e proprietários de imóveis no Jardim Brasil relatam que no bairro existem diversos imóveis “abandonados”, muitos deles à venda ou para alugar, mas a procura é praticamente zero. “Tenho uma casa parada há mais de 14 anos e não consigo vender nem alugar. Ela já foi invadida e roubaram a fiação, sem falar que o custo que ela gera, entre IPTU e manutenção, passa dos R$ 1.000,00 por mês”, diz a ex-moradora Mehssini Ghandur. Outro questionamento feito por parte dos moradores é por que apenas o Jardim Brasil sofreu alterações antes da última audiência pública. “O Plano Diretor que a prefeitura propôs irá reclassificar as ruas de diversos bairros. A pergunta é: por que a prefeitura, de última hora, foi contra seu próprio parecer e o parecer do Conselho? E por que só com o Jardim Brasil? Nós não concordamos, o processo foi conduzido de forma autoritária”, disse Yasmin Taha.

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