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“Morte” encara motoristas em ação no trânsito em Jundiaí

GUILHERME BARROS | 26/11/2019 | 05:00

Os motoristas que transitam por Jundiaí têm se deparado com uma figura emblemática em vários pontos da cidade. Toda vestida de preto, segurando uma foice e chamando os condutores enquanto exibe faixas de conscientização, a representação da morte tem alertado os motoristas para as práticas irregulares no trânsito. Esta ação faz parte da campanha ‘Não dê mole para a morte’ que prossegue até o 20 de dezembro.

Só para se ter uma ideia, da janeiro a outubro deste ano 27 pessoas perderam a vida nas ruas da cidade. “São números que vêm caindo a cada ano. O que notamos é que se a gente descuidar e não intensificar as ações no trânsito esse número pode subir”, enfatiza o diretor de trânsito da Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte de Jundiaí (UGMT), Vlamir Lopes da Costa.

Desde 2016 a cidade tem reduzido o número de mortes por acidente. Naquele ano, Jundiaí contabilizou 46 perdas. O número caiu para 33 em 2017, e para 27 em 2018. “Nós tivemos a intenção de criar algo que impactasse de uma maneira maior o motorista. Normalmente pensa-se que é comum acontecer com os outros, porém esquecemos que a morte está mais próxima do que se imagina, principalmente quando cometemos imprudências”, continua o diretor.

Quem passou pela ação realizada ontem no cruzamento da avenida União dos Ferroviários com a rua Antônio Segre, aprovou a iniciativa. “Estão certíssimos. A gente espera cada dia mais ações como essas. Não podem afrouxar”, pondera o bacharel em direito Douglas Alves Cardoso, de 27 anos.

AÇÕES
Dados de 2018 apontam para 6,5 mortes para cada 100 mil habitantes, enquanto a média estadual está em 6,1. O índice não conta mortes nas rodovias estaduais, somente no perímetro urbano.

A UGMT também realiza ações durante todo o ano nas escolas da rede municipal de ensino. Os alunos da quinta série do Ensino Médio passam por ações de conscientização. “Eles recebem um talão de multa para punir os pais. É uma maneira de educar”, explica Vlamir.

Os personagens fantasiados fazem parte da Companhia Paulista de Artes. “A ação normalmente se dá nesta época justamente pelo aumento de confraternizações e, consequentemente, do consumo de álcool, mas o foco também está naquele que usa o celular enquanto dirige, ou mesmo anda com o capacete de maneira incorreta. E sempre lembrando sobre o respeito aos limites de velocidade”, adianta o diretor.


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