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Muçulmanos de Jundiaí já estão em período de Ramadan

COLABORAÇÃO DE MARIANA CHECONI | 09/05/2019 | 05:05

O Ramadan teve início esse ano na última segunda-feira, dia 6, e termina em no começo do mês de junho. Esse período, para muitas pessoas, não tem grande importância, mas para os muçulmanos representa um mês de purificação, reflexão, oração e autocontrole. Em Jundiaí, a comunidade islâmica também já está em período de jejum.

Ramadan é o nono mês do calendário islâmico. Por ser regido pela lua, não é celebrado todos os anos na mesma data. Sua duração é de 29 a 30 dias, iniciando com a aparição da lua no final do mês de Shaban, oitavo mês no calendário lunar islâmico.

Em Jundiaí, a comunidade islâmica também celebra o Ramadan. O Sheikh Said Saleh, enviado pelo ministério religioso do Egito para o Centro Islâmico de Jundiaí e seu intérprete, o Sheikh Mohamed Benizam Masoud, ambos responsáveis pela Mesquita da cidade, contam sobre o que o mês representa para os muçulmanos. “O Ramadan é um mês sagrado. O Islã é regido por cinco pilares, crença em Deus único, oração, caridade, jejum e peregrinação. Nesse período temos algumas obrigações a serem cumpridas. Uma delas é o jejum. Ele serve para purificar o corpo e livrá-lo de todas as coisas ruins”, explica.

O jejum voluntário é feito pelos muçulmanos constantemente, mas uma vez por ano, nos 30 dias do Ramadan, vira obrigação. Desde a alvorada até o pôr-do-sol os muçulmanos são proibidos de comer, beber ou ter relações sexuais. Além disso, maus pensamentos e más ações também não são permitidas. Os Sheikhs explicam que existem algumas exceções que podem quebrar o jejum do período. “O islamismo é a religião mais equilibrada que existe. Somente as pessoas que têm condição para cumprir o jejum são obrigadas a cumprir. Pessoas doentes, mulheres menstruadas ou puérperas e idosos podem adiar o jejum e pagá-lo de outra forma. Seja com caridade, no caso de idosos, ou jejuar em outros dias, quando a doença passar ou o corpo se recuperar do nascimento do bebê”, afirma.

Além do jejum
O Ramadan traz dois frutos aos muçulmanos. “O primeiro deles é o lado sentimental. Quando ficamos sem comer ou beber água, nos colocamos no lugar das pessoas que não têm acesso a essas necessidades básicas durante todo o ano. Isso faz com que criemos um sentimento de empatia pelas pessoas”, explica. O segundo aprendizado é a sinceridade. “Ninguém está vendo se você está comendo ou bebendo na sua casa. Só Deus. É um compromisso pessoal. Esse mês é o mês da sinceridade. Ajuda a adaptá-la para todos os momentos da vida”, contam os Sheikhs.

RAMADAM  MESQUITA DE JUNDIAI  SHEIKH SAID SALEH


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