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Mulheres redobram cuidados com o coração

ISABELA CRISTÓFARO | 31/03/2019 | 05:05

A atriz Tássia Camargo, 58 anos, foi internada na última semana vítima de um enfarte. O episódio recente com a artista, que atualmente mora em Portugal, serviu de alerta para as mulheres redobrarem a atenção nos cuidados com a saúde.
O enfarte é uma doença caracterizada pela formação de placas de gordura nas artérias do coração, fazendo com que o coágulo formado impeça a passagem de sangue e, com a ausência de irrigação, essa artéria perde oxigênio e afeta o coração.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 17,5 milhões de pessoas no mundo morrem todos os anos de doenças cardiovasculares. O sedentarismo, a ingestão de bebidas alcoólicas, cigarro, má alimentação, estresse, diabetes e hipertensão podem contribuir para o desenvolvimento da doença, principalmente nas mulheres que têm mais de 50 anos, conforme explica o cardiologista e professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Marco Antônio Dias. “Isso ocorre por causa das alterações hormonais, principalmente na menopausa. Nesse período, a mulher também pode desenvolver ansiedade e descontando em uma alimentação rica em gorduras, açúcares e carboidratos”, complementa.
Hábitos saudáveis como a prática de exercícios físicos e uma boa alimentação podem fazer com que os riscos diminuam. Vera Lúcia Santos, 58 anos, está consciente dos perigos e, por isso, aposta em uma vida ativa.
“Faço pilates e danço. Todo ano vou ao médico fazer exames clínicos e eles estão bons”, afirma. Vera mantém hábitos saudáveis. “Bebo bastante água e evito ingerir bebidas alcoólicas e acho importante segui-los, principalmente para mulher que muitas vezes tem jornada dupla e o estresse é grande. Eu, por exemplo, trabalho 13 horas por dia e ainda tenho que cuidar da casa.”
A comerciante Sirlene Expedita Souza, 53 anos, ciente dos riscos em razão da faixa etária, aposta em uma alimentação saudável. “Hoje como mais frutas, verduras e legumes. Eu também troquei a farinha branca pela integral”, explica. Em relação aos exames médicos, ela diz monitorar os níveis de colesterol que se mostraram elevados na última análise clínica.
“Faço tudo isso para viver bem e cuidar mais de mim e da minha família”, diz. Sirlene confessa não se dedicar muito aos exercícios físicos, mas garante que a prática é válida para diminuir os riscos de desenvolvimento da doença.
De acordo com o cardiologista, o acompanhamento médico pode ser um bom aliado para as mulheres evitarem o enfarte e, além disso, ficarem atentas quanto aos sintomas. “A dor no peito é o mais comum deles, mas é preciso ficar atenta ao cansaço e falta de ar também”, alerta. “Para prevenção, é necessário que a mulher volte sua atenção às doenças e aos hábitos de risco e, além de procurar um clínico, é prudente que ela tenha conhecimento também do histórico familiar, uma vez que os fatores genéticos podem contribuir para o agravamento nos casos”, alerta o médico.

INFARTE EM MULHERES SIRLENE EXPEDITA


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