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Música traz benefícios ao corpo durante atividades físicas

FELIPE TOREZIM | 27/05/2018 | 04:00

Basta ir a qualquer academia ou olhar as pessoas praticando atividades físicas nas ruas para notar que o fone de ouvido é um dos principais acessórios. Os motivos são diversos, mas o principal é que a música traz grandes benefícios ao corpo durante os exercícios. “Ao escutar uma música, o estímulo auditivo se transforma em elétrico e percorre algumas estruturas cerebrais responsáveis por emoções, sentimentos e memória, além de estruturas relacionadas ao movimento”, explica o educador físico e integrante do Grupo de Estudos em Psicologia do Esporte e Neurociências, Hélio Mamoru Yoshida, de 30 anos, que completou dizendo que a música pode provocar alterações fisiológicas que influenciam na atenção, concentração e sensação de prazer.

Carlos Alberto afirma ter mais ânimo e disposição ao malhar com música

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O promotor de eventos, Carlos Alberto de Lima Sousa, 36 anos, faz academia há oito anos e, segundo ele, sempre com hip hop e punk rock no “foninho”. “A batida me deixa mais elétrico e causa mais ânimo para treinar”, garante ele. Mesmo antes de saber os benefícios, Sousa afirma já aliar os exercícios com a música. “Eu sempre tive o hábito de ouvir as minhas músicas, já que nunca gostei das que tocavam na academia”, completa.

O educador físico explica que, apesar do ritmo combinado à intensidade da atividade ser o mais comum, pois auxilia no desempenho, como na ginástica artística, o importante é se sentir confortável. “Não há um estilo musical que ajude ou atrapalhe no exercício. O que muda é a percepção de cada um. O importe é treinar com a música que lhe agrada mais para melhorar o desempenho”, argumenta. “No caso de práticas recreativas a música isola outros estímulos que podem atrapalhar na atividade.”

Cuidados
Apesar dos benefícios, especialistas alertam para o volume da música. Segundo o otorrinolaringologista José Mário Simões da Costa, qualquer exposição acima de 80 decibéis é prejudicial à saúde. “Quanto mais alto o volume, menos tempo deve ficar no ouvido. Abaixo dos 80 decibéis não há um limite”, frisa o médico. “É importante ressaltar que altos volumes no ouvido causam perdas similares a quem trabalha com ruídos na indústria”, completa Costa.


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