Jundiaí

Na Vila Maringá, o sentimento é de alerta

CORONAVIRUS VILA MARINGA NARCISO PALHARES
Crédito: Reprodução/Internet
O alto número de casos de covid-19 colocou os moradores da Vila Maringá, Vetor Sul do município, em estado de alerta. A região havia alcançado a liderança na quantidade de infectados no mês passado, com 234 casos confirmados no dia 1º de julho e na ocasião os moradores relataram o desrespeito ao isolamento social no bairro. Hoje a situação já é bem diferente, apesar de ainda ser preocupante. No ranking de bairros mais infectados pela covid-19, aparece em terceiro lugar com 412 casos confirmados da doença, 178 a mais do que no início de julho: um aumento de 76% em 45 dias. “É claro que estamos no topo, porque ninguém respeita as regras. Aqui ninguém usa as máscaras. Assim fica difícil impedir a disseminação do vírus. Não estou exagerando e digo isso porque consigo contar nos dedos as pessoas que levam a doença a sério por aqui”, afirmou na época o morador Rodrigo de Souza, de 39 anos. A repercussão negativa dos casos fez com que a população passasse a tomar mais cuidados e a ficar mais em casa, mesmo com a permissão para a reabertura de determinados estabelecimentos comerciais. É o que conta o aposentado Narciso Palhares, de 65 anos, que fazia compras em uma mercearia onde não havia nenhum outro cliente. Ele usava máscara e estava sozinho. “Hoje em dia é difícil ver muitas pessoas na rua. O bairro sempre foi tranquilo, mas pudemos perceber a diminuição no movimento, mesmo aos finais de semana. Os comércios, mesmo abertos, estão praticamente vazios e nas ruas só há fluxo de carros”, comenta. Já o barbeiro Rogério Aparecido de Oliveira, de 34 anos, morador de Jarinu, acabou de reabrir seu negócio no bairro, com diversas medidas sanitárias e disse que o movimento está começando a voltar ao normal. “Atendi três clientes na parte da manhã e já está dando para pagar algumas contas, mas está bem tranquilo. Eu vejo que o povo está respeitando sim, há pouco movimento na rua, até aos sábados. Geralmente dá pra ver mais pessoas. Os moradores daqui se assustaram quando souberam do grande número de casos, principalmente no mês passado, e passaram a respeitar mais”, diz. Outra moradora do bairro, Edicleuza Anderson Braguini, lembrou da morte, por covid-19, de duas vizinhas. “Elas eram mãe e filha, que adoeceram ao mesmo tempo e não resistiram. Recordo que elas tinham por volta dos 60 e 80 anos e que participaram de algumas confraternizações, com a participação de netos e de outros familiares. Temos que nos prevenir. Às vezes pensamos que não vai acontecer com a gente ou que a doença está longe, mas não está”, lamenta. Pai de Edicleuza, seu Valdir Braguini tem tomado todos os cuidados e prefere ficar em casa o maior tempo possível. “Eu deixo as máscaras penduradas perto da porta, para não esquecer quando saio. Eu moro perto da minha filha e, mesmo nesse curto percurso, tento fazer tudo do jeito mais seguro. Hoje, vejo que as pessoas estão bem mais conscientes, principalmente aqui no bairro e ao andar na rua”, finaliza. O Jardim Novo Horizonte lidera os casos de covid-19, com 750 confirmações, seguido do Jardim do Lago com 461.

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