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Não era apenas um sonho ruim

| 08/06/2014 | 00:05

“Eu nunca vou me esquecer daquele sábado. Dia 4 de agosto de 2007, apenas três dias depois do meu aniversário de 18 anos. Acordei com uma ligação, por volta das 9 horas. Era uma amiga, dizendo que ele havia tirado a própria vida. Os motivos foram aqueles de quase todos os suicídios: solidão, incompreensão, desespero.

Talvez uma conversa tivesse sido o bastante para impedir. Mas não aconteceu. Ele era um bom amigo, alguém que eu conheci logo que me mudei para Jundiaí, em 1999. Ao longo de oito anos – tempo que também pode ser contado por degraus na vida acadêmica, contemplando quase todo o ensino fundamental e médio – nós convivemos, rimos, nos divertimos.

E saber que o fim foi tão rápido, tão cedo, tão inexplicável. De todos os velórios em que já fui – antes e depois – nenhum foi tão triste. Quando a pessoa está doente, nós nos acostumamos com a necessidade de dizer adeus. Quando não temos essa oportunidade, tudo parece surreal, um sonho ruim do qual você vai acordar em instantes.”


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