Jundiaí

Nas férias cuidado com os acidentes redobra

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Crédito: Reprodução/Internet
O período das férias escolares de fim de ano pode ser divertido para os pais que têm filhos pequenos em casa, mas é também um dos mais perigosos. Isso porque o número de acidentes domésticos tende a aumentar, uma vez que as crianças passam mais tempo em casa brincando, porém nem sempre os pais conseguem ficar em alerta o tempo todo. Dados do Ministério da Saúde apontam que os acidentes ou lesões não intencionais são a principal causa de morte entre as crianças de 1 a 14 anos de idade, respondendo por 4,7 mil óbitos e 125 mil internações ao ano. Os números são extremamente preocupantes, especialmente se levarmos em conta que mais de 90% dos acidentes, principalmente os domésticos, podem ser evitados com medidas de prevenção adequadas. Especialistas apontam que a idade mais perigosa começa quando a criança está entre 9 e 10 meses e aprende a engatinhar. Isso porque ela já adquiriu certa independência, mas ainda não possui a menor noção do perigo. Ariane e Matheus Cunha são pais de primeira viagem e recentemente se mudaram para um novo apartamento. Ambos trabalham e por isso precisam levar a filha Íris, de 1 ano e 10 meses, na escolinha. Porém, neste período de férias, o casal tem passado mais tempo em casa com a filha, o que já proporcionou alguns sustos, principalmente quando o assunto é subir nas coisas. E cair. “Ela gosta muito de correr pelo apartamento e subir nos móveis, principalmente no sofá e nos puffs: já aconteceu de ela cair de cima do sofá um dia, mas não aconteceu nada de grave. Inclusive ela nem chorou. Tomamos muito cuidado com a varanda. Deixamos a porta fechada, colocamos tela e ficamos em cima quando ela ameaça ir pra lá. A Íris leva tombos direto, mas nunca se machucou de maneira mais grave”, conta o pai Matheus, de 28 anos, que adora fazer algumas brincadeiras mais arriscadas, como brincar de escorregador no sofá. A mãe Ariane Cunha, de 27 anos, conta que já existe a preocupação em ensinar a filha sobre onde ela pode ir e o que ela pode pegar ou não. “Ensinamos que ela tem de dar a mão para andar e principalmente para subir e descer as escadas. Ela está na fase de querer subir a escada sozinha e pular em todos os lugares, pois já acha que é independente. Várias vezes já ralou o joelho tentando subir ou descer a escada sozinha. Evitamos deixar ela ficar na parte alta do sofá porque ele fica bem perto do rack da televisão e é bastante perigoso se ela cair dali. O dia que ficamos mais preocupados foi quando ela entrou com tudo na barraca de brinquedo que estava encostada na parede e bateu a cabeça, mas não aconteceu nada demais ”, relata. O casal conta que o foco principal é realmente ensinar a filha o que ela pode fazer ou não, o que ela pode ou não pegar, mas sem tem de colocar muitas proteções e restrições nos móveis e no apartamento. Acidentes mais comuns Um dos grandes perigos da casa está na cozinha: o fogão. Os casos de queimaduras domésticas estão entre os mais comuns entre as crianças e a inalação de gás de cozinha - caso a criança tenha acesso ao botões do fogão - não é rara. A intoxicação por produtos de limpeza também é mais comum do que parece: não são raros os casos em que crianças conseguem abrir a embalagem dos produtos e acabam por ingerí-los, intoxicando-se gravemente. Caso isso ocorra, a recomendação é ir com a criança imediatamente a um Pronto Socorro. Casos de asfixia também são bastante decorrentes, uma vez que crianças - principalmente as que ainda não completaram os 3 anos - tendem a colocar pequenos brinquedos e objetos na boca, podendo engasgar. Para esses casos, é recomendado que se use a manobra de Heimlich - que consiste em abraçar a criança por trás e fazer pressão na barriga, para expelir o objeto.  

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