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No Dia do Médico, HU homenageia seus profissionais

DA REDAÇÃO | 18/10/2018 | 06:05

Nesta quinta-feira, 18, é o dia do médico. Profissionais que praticam no dia a dia o cuidado com o próximo. Para muitas pessoas, estes profissionais são símbolos de admiração. O Hospital Universitário (HU) tem mais de 300 médicos, a maioria especialista em pediatria, ginecologia e obstetrícia. A rotina de trabalho exige dedicação total, o hospital funciona 24 horas por dia e atende em média 10 mil pessoas a cada mês. Em cada paciente, uma história, um cuidado.

“A medicina é uma escolha de vida”, é assim que o médico pediatra e infectologista Dr. Saulo Duarte Passos define a profissão que exerce há 37 anos, desde que concluiu a formação na Universidade de Mogi das Cruzes. “Escolhi medicina para poder ajudar as pessoas, além disso, sempre fui muito curioso e isso possibilita um olhar científico. Cada paciente é uma incógnita para mim, sempre busco ir além do diagnóstico”, explica.

Já o médico ginecologista e obstetra Dr. Gilberto Lazaroni Theodoro da Cunha, que cursou medicina na Universidade Federal de Juiz de Fora e atua na profissão há 24 anos, a vida escolheu sua profissão. “Eu escolhi medicina pela minha própria condição física, eu tive poliomielite na infância e isso me incentivou a seguir nesta área”, resume.

Como é possível notar, os caminhos que levam à escolha da medicina são os mais diversos possíveis. A médica ginecologista e obstetra Dra. Patrícia Peres, tem 10 anos de profissão, se formou na PUC-SP. “Me identifiquei com a área quando estava no terceiro colegial e assisti a um curso. A primeira coisa que me despertou o interesse foi a possibilidade de ter o contato humano e poder cuidar das pessoas. Foi aí que encontrei minha aptidão”, relembra.

Ontem e hoje
Dr. Passos destaca que a medicina do tempo em que cursou faculdade é diferente da medicina dos dias atuais. “O mundo está passando por modificações importantes, os valores de vida estão sendo modificados a todo momento. Percebo nos profissionais mais jovens um grande imediatismo. Se isso vai ser bom ou ruim, a história é que vai dizer”, conta. Porém, os princípios de amor à profissão precisam ser mantidos. “O desafio é tornar as pessoas mais humanas, fazer com que os futuros profissionais gostem de lidar com pessoas, que tenham perseverança, porque medicina é perseverar. Feliz é o médico que pode chegar ao final do tratamento de seu paciente, segurar sua mão e dizer ‘eu fiz o melhor por você’”, diz.

Desafio eterno
Medicina é uma das áreas mais concorridas nos vestibulares, por isso, quem envereda pela área precisa ter responsabilidade desde muito cedo. “Em toda a carreira médica se vive grandes desafios, o primeiro é quando se começa a estudar para entrar no vestibular, especialmente nas universidades públicas. Depois, existem poucas vagas para a especialização e as provas são bem concorridas. E quando toda essa fase passa, há de superar problemas diários, como por exemplo a grande barreira que temos no Brasil para o desenvolvimento científico e tecnológico de pesquisas”, elenca Dra. Peres.

Amor, com amor se paga
O caminho é ardiloso, mas os três médicos, afirmam que dedicar-se à medicina vale sim muito a pena. “A maior recompensa é poder ajudar as pessoas com o nosso conhecimento, isso me faz ter orgulho em ser médica”, conta Dra. Peres.
Já Dr. Cunha declara o amor pela profissão. “É uma das profissões mais nobres. Eu me sinto muito feliz, eu amo o que faço e me sinto realizado”, afirma.

Dr. Passos vai além. “Eu sou um apaixonado pela medicina, então acho que tudo é vantagem nesta área. Não existem desvantagens, mesmo nos momentos mais difíceis, a gente aprende com as pedras no meio do caminho. A medicina me oferece a oportunidade de ver uma pessoa do ponto de vista integral: corpo, mente e alma. Essa é a grande vantagem da profissão que eu escolhi para mim”, conclui.

Foto: Rui Carlos

Foto: Rui Carlos


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