Jundiaí

Nova lei prevê câmeras de semáforos desligadas à noite

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Crédito: Reprodução/Internet
A Câmara de Jundiaí vota, na manhã de hoje (30), o projeto de lei do prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) que prevê o desligamento das câmeras que fiscalizam o avanço ao semáforo vermelho e os veículos parados em cima das faixas de pedestres no período entre 23h e 5h do dia seguinte. O projeto é baseado em diversas cidades que já adotam esta medida, cujo principal objetivo é aumentar a segurança dos motoristas, fazendo com que eles não precisem obrigatoriamente parar o veículo nos semáforos vermelhos durante a madrugada. Na justificativa, a Prefeitura de Jundiaí informou que um equipamento localizado na avenida 9 de Julho registrou dados que mostram baixos níveis de desrespeito ao semáforo durante a madrugada, o que corrobora com a prática de crimes como roubos e até sequestros. A Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte (UGMT) da prefeitura informou que, em 30 de março, optou pela suspensão do contrato de fiscalização eletrônica de velocidade e avanço semafórico que se iniciaria em 1º de abril, por conta da pandemia. No momento, não há estimativa de prazo para a retomada desse contrato, ou seja, não há data prevista para o funcionamento dos radares em Jundiaí. USO DE CEROL Mesmo já sendo algo proibido por lei, será também votado hoje um projeto de lei de autoria dos vereadores Faouaz Taha (PSDB) e Antonio Carlos Albino (PL) que reforça a multa ao uso de cerol na soltura de pipas. No município, a lei que trata da questão está em vigência desde 2018 e delimita também a soltura de pipas apenas em locais permitidos, como parques, clubes, associações ou áreas rurais e urbanas livres de fiação elétrica. Sobre essa prática, já havia penalidade. Diante de casos ainda comuns de acidentes envolvendo a linha cortante, a alteração acrescenta novo valor de multa e distingue os montantes a serem cobrados dos tipos de infração, sendo R$ 1.800,00 pela soltura em local inadequado e proibido e R$ 3.600,00 para quem soltar pipas com o uso de cerol. Sabemos que vivemos um período atípico, de pandemia, e que por isso é esperado que as pessoas estejam mais em casa. Porém, julho sempre é lembrado como intervalo das férias escolares e, por essa razão, já iríamos discutir essa propositura, pois as crianças tendem a brincar na rua e soltar pipas. Além da questão da multa, essa é uma forma de trazer o assunto à tona e conscientizar pais e adultos para que orientem seus filhos ao não uso do cerol e que as próprias crianças e jovens saibam desse risco", diz Faouaz. Em caso de menores de idade, as multas são aplicadas sobre os responsáveis legais do infrator.

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