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Nova regra beneficia consumidores de remédios similares

| 16/10/2014 | 21:01

A partir de 1º de janeiro de 2015, os medicamentos similares com equivalência farmacêutica comprovada vendidos nas farmácias poderão, legalmente, substituir os remédios de referência ou de marca. A permissão acontece após a publicação de uma nova Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Segundo Janeth Suzuki, chefe da farmácia do Hospital São Vicente de Paulo (HSV), em Jundiaí, os consumidores de medicamentos serão os principais beneficiados. “A população vai ganhar com a decisão, pois os médicos poderão receitar os similares testados em laboratórios confiáveis, que são medicamentos mais baratos e com a mesma função”, explica.

Janeth reforça que o medicamento similar eficaz é aquele em que foram feitos testes para verificar a bioequivalência em relação ao remédio de referência, ou seja, se a eficácia terapêutica será a mesma em comparação com a medicação inovadora lançada pela empresa que desenvolveu a substância. “Hoje, no Brasil, mais de 70% dos similares já tiveram bioequivalência comprovada.”

A profissional explica que a Anvisa vai colaborar também com os profissionais de saúde ao emitir listas dos similares que podem substituir os remédios de marcas. A ação vai orientar médicos e farmacêuticos sobre quais os produtos que têm a equivalência já confirmada por testes laboratoriais.

Diferenças – Além do medicamento de referência e o similar vendidos nas farmácias, existe também o genérico. A diferença entre os três tipos consiste nos detalhes da composição. O remédio de referência é aquele criado a partir de uma nova substância sintetizada em laboratório. Normalmente um recurso financeiro de alto valor é necessário para desenvolvê-lo, além de anos de testes laboratoriais. Esses remédios, segundo Janeth, são protegidos por leis que garantem 20 anos de exclusividade antes da quebra da patente.

Já o genérico é o medicamento possui o mesmo princípio ativo da droga original, a mesma dosagem, a mesma forma farmacêutica e age de maneira idêntica no organismo. O similar é a cópia do medicamento de referência. Para ser confiável e ter os mesmos efeitos no organismo, ele precisa passar pelos testes que garantam sua bioequivalência, pois alguns não apresentam as mesmas características químicas. Em 2015, com a receita médica em mãos, o paciente poderá optar pela compra do remédio de marca, genérico e também o similar.


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