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Novo prédio amplia capacidade do Banco de Leite em 33%

DA REDAÇÃO | 04/10/2018 | 14:00

Após 20 anos de atividades, o Banco de Leite Humano de Jundiaí alcançou, nesta semana, um novo patamar para o atendimento de mães que optam por ajudar a salvar vidas. O serviço está em novo endereço, com estrutura moderna e ampla, próximo ao Hospital Universitário (HU), de onde provém a maior parte das demandas. A mudança resulta na ampliação no processamento e armazenamento em 33%, ou seja, com a capacidade de pasteurização de 200 litros de leite por mês.

O investimento para a operacionalização do Banco de Leite foi de R$ 70 mil, feito pelo HU e Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ). De acordo com a coordenadora do espaço, Marcela Bionti de Carvalho, desde a sua inauguração, o espaço conta com 7,3 mil doadoras cadastradas. Atualmente processa material de 40 doadoras, que forneceram, no mês passado, 83 litros de leite, suficiente para o atendimento de apenas 17 dos 25 pedidos realizados, em média, diariamente.

“Com o novo espaço teremos a capacidade de ampliar o processamento. Com a estrutura anterior, que era menor, conseguimos chegar a 150 litros/mês em períodos de grande número de doações. Agora, a meta é conseguir aumentar o número de doadoras e alcançar os 200 litros por mês. Desta forma, garantiríamos o atendimento de todas as solicitações”, ressalta a coordenadora, lembrando que o novo espaço (na rua Raguza, 54, Jardim Messina) é totalmente adequado às normas específicas para o serviço (RDC171), com áreas exclusivas para o controle de qualidade, sala de ordenha, sala de atendimento e de materiais além da estrutura de sala de pasteurização, armazenamento e administração.

“A estrutura montada neste novo endereço é eficiente e adequada para o atendimento às mulheres que acabaram de ter o filho. A acessibilidade para a sala de atendimento é um ganho em relação ao endereço anterior. A qualificação em todos os serviços de saúde é resultado de investimentos planejados, priorizados e com eficiência nos gastos”, comentou o prefeito Luiz Fernando Machado, que participou da inauguração oficial nesta quarta-feira (3).

Com filho de quatro meses em amamentação, Mariana Savino Schweter, de 30 anos, doa leite desde a segunda semana de vida de Pedro. “Esta é a minha segunda gestação. Então já sabia que teria muito leite. Na primeira vez, acabei perdendo muito, jogava na pia. Nesta, desde o início liguei para o banco, que veio até a minha casa, fez os exames necessários e passa semanalmente coletando e deixando mais recipientes para a doação”, conta.

Para Mariana, a felicidade em poder ajudar mais crianças a crescerem é sentimento que mais mulheres poderiam sentir. “Não há mínimo para a doação. Mesmo que seja pouco, as mulheres podem ajudar a outras mães e seus filhos, que estão na unidade de terapia intensiva (UTI)”, explica. É o caso da jovem mãe Luana dos Santos Dias, 22 anos. Sua filha nasceu com 34 semanas e está internada na UTI do HU, onde recebe as doações de leite. “Enquanto estou aqui na UTI, durante o dia, amamento. Mas de madrugada a bebê usa o leite do banco. Não tenho como agradecer pelas doações. É a possibilidade de esperança de vida para as crianças”, diz.

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