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Número de cabeleireiros em Jundiaí aumenta mais de 70%

COLABORAÇÃO DE FELIPE CARDOSO | 19/01/2019 | 05:04

É comemorado neste sábado (19) o Dia Nacional do Cabeleireiro, profissão que vem chamando a atenção pelo crescimento em Jundiaí. De 2015 a 2018, a quantidade de cabeleireiros na cidade subiu 79,4%, segundo a Sebrae-SP. Em números absolutos, eram 815 cabeleireiros em 2015 e hoje são 1.462.

Este aumento deve-se muito à quantidade de novos microempreendedores. Pessoas como Bruno Cardoso, de 26 anos, que administra o próprio salão de beleza. “Comecei com 15 anos fazendo alguns cursos básicos de corte de cabelo. Aos 18 anos, trabalhei no salão da minha mãe e ano passado consegui abrir a minha parte no salão, administrado por mim e minha irmã”. Formado em administração de empresas, Bruno também fez cursos especializados em administração de salão de beleza e conta como vem se aprimorando no dia a dia.

“Estamos caminhando na direção da tecnologia para poder digitalizar tudo e ter todos os tipo de dados dos nossos clientes. Não somente para agradá-los da melhor forma, mas para saber o que realmente eles buscam. Também estou sempre em busca de novos cursos novos, pois esta é uma área que quem não estiver sempre se atualizando, o mercado vai acabar engolindo”, explicou.

Há 18 anos atuando na área, Rodrigo dos Santos, 30 anos, resolveu deixar de ser funcionário e em 2015 abriu seu próprio negócio. “Trabalhava em uma empresa que passava por problemas financeiros, então abri mão do cargo para ter meu salão, que hoje vai muito bem”, conta.

Para os dois microempreendedores, o aumento de profissionais independentes na área passa pela situação do País e do alto número de desemprego. “Esse cenário fez com que as pessoas resolvessem buscar mais conhecimento e criassem as próprias oportunidades”, ressalta Rodrigo.

Fator essencial para a administração do próprio negócio, Rodrigo destaca a importância de conhecer e entender o financeiro e fluxo de caixa, para poder administrar melhor a empresa. “Fiz um curso de fluxo de caixa, então com o controle das finanças, ter ciência dos números da empresa e ter discernimento para olhar os números sabendo qual decisão tomar, me ajudou muito”, explica. Para o cabeleireiro, não é preciso ter dom para abrir uma empresa, e sim ser focado e disciplinado.

O dono do salão é quem coloca a “mão na massa”. Ele é um artista, mas às vezes não é um gestor. Não basta saber cortar cabelo, é preciso saber gerenciar. É aí que o Sebrae-SP entra e ajuda o empresário na administração. É preciso buscar informações, entender o mercado, pesquisar os concorrentes e os clientes.

Rui Carlos

Rui Carlos


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