Jundiaí

Número de casos de dengue é recorde em 2019

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Crédito: Reprodução/Internet
O ano de 2019 registrou o segundo maior número de mortes por dengue no Brasil desde 1990. Em Jundiaí houve apenas uma morte, mas o que chama atenção é o número de casos registrados. De acordo com Unidade de Gestão de Promoção da Saúde (UGPS), a Vigilância Epidemiológica (VE) registrou 12 casos em 2018 e 2.885 em 2019. Este ano os números ainda não foram divulgados pela unidade. Um número relevante porque no ano passado circulou na cidade o vírus tipo II, que fazia tempo que não aparecia e, por esta razão, as pessoas não tinham imunidade. Quem entrou em contato com mosquito Aedes aegypti, contraiu a doença. Segundo explica a biomédica da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), Ana Lúcia de Castro Silva, pela situação epidemiológica de 2019, os bairros São Camilo, Jardim Novo Horizonte, Vila Hortolândia e Vila Nambi são os mais vulneráveis até os dias de hoje, “Os casos de arboviroses podem ter início em qualquer região do município se as condições forem favoráveis com a presença de criadouros, temperatura elevada, chuva e entrada de pessoas infectadas com vírus (dengue, chikungunya e zika) na cidade. Aumento da infestação de mosquito e circulação do vírus é o que causam surtos e epidemias das três arboviroses”, explica. Em relação aos projetos para 2020, a UVZ, em parceria com outras unidades de saúde, terá como foco as pessoas que se deslocaram para outras cidades ou até Estados. “Estaremos atentos, principalmente neste período, para uma investigação epidemiológica dos suspeitos de arboviroses, controle de criadouros e se necessário bloqueio de transmissão. No ano passado, os maiores picos de casos de dengue em Jundiaí foram nos meses de abril e maio. Nos meses de outubro, novembro não registramos nenhum caso e em dezembro apenas um caso em investigação”, acrescenta. AUJ As cidades do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) também registram um grande aumento da doença. Em Várzea Paulista os casos suspeitos passaram de 50, em 2018, para 1.428 em 2019. Em Campo Limpo Paulista os casos foram de três, em 2018 para 153 em 2019. As prefeituras ressaltaram que as equipes da Vigilância em Saúde fazem o trabalho porta a porta para darem orientações à população, além da fiscalização que vistoria e autua espaços abandonados ou com falta de cuidados, fatores que potencializam a proliferação do mosquito da dengue. Em Cabreúva, de acordo com a Secretaria de Saúde, foram registrados 15 casos de dengue em 2018 e 37 em 2019. Não houve mortes. Todos os bairros merecem atenção, mas especialmente os mais populosos, entre eles, Jacaré e Bonfim. Itupeva, Louveira e Jarinu não retornaram até o fechamento desta edição. PELO PAÍS Segundo dados do Ministério da Saúde, 754 óbitos foram confirmados até o dia 7 de dezembro de 2019. total nacional representa um crescimento de 517% em relação a 2018, quando foram registrados 247.983 casos.

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