Jundiaí

O ‘12 de outubro’ longe da família de origem


CASA DE NAZAREDIA DAS CRIANCASCRIANCAS
Crédito: Reprodução/Internet
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi criado em 1990 com o objetivo de garantir, de forma plena, o direito à vida, à saúde, à liberdade, ao respeito e à dignidade. Com base em suas 82 páginas e 267 artigos, o texto, que completa 30 anos em 2020, está longe de ser cumprido de forma plena, de forma que garanta aos menores de idade a proteção que lhes é de direito. Quando o Estado se ausenta, são práticas voluntárias que devolvem o sorriso àqueles que sofrem. Algumas vezes, com traumas envolvendo suas próprias famílias, e que precisam de amparo. A Casa de Nazaré é um dos exemplos de práticas que surtem resultados a médio e longo prazos. Hoje, a entidade abriga 35 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, e fornece, de forma gratuita, com apoio de voluntários e de convênio com instituições, todo o amparo necessário. “Todos eles frequentam creche, escola regular e cursos de capacitação promovidos por empresas privadas. Hoje, 74% da nossa arrecadação vem por meio da parceria que temos com o município. O restante é fruto de doações feitas pela comunidade”, explica a coordenadora da entidade, Maria Aparecida da Silva, há 17 anos dedicando seu tempo ao abrigo. Padrinhos legais O fim de semana e os feriados são as datas mais esperadas pelos abrigados que fazem parte do programa ‘Padrinho Legal’.  “Todo início de ano, normalmente em fevereiro, a família inscrita participa de uma capacitação promovida pelas instituições (Casa Transitória e Casa de Nazaré) e pelo poder judiciário. Elas ficam aptas a passar as datas festivas e finais de semana com as famílias, para que recebam mais conforto e carinho”, diz Aparecida, destacando o programa que existe há cinco anos e gera fila de espera casais para serem contemplados. Volta pra casa O objetivo principal da Instituição é fazer um trabalho conjunto entre abrigado e família de origem, para devolvê-lo amparado à moradia, com seus direitos assegurados. Durante seis meses, já de volta ao lar, todos – pais e filhos-, são monitorados pelo poder judiciário. “A cada dez crianças e adolescentes que passam pela Casa de Nazaré, seis voltam para a família de origem”, explica Aparecida. A esperança de voltar pra casa acompanha a rotina da jovem R.R, de 14 anos, um ano e dois meses deles vivendo na Casa de Nazaré. Mãe de um menino, ela aprendeu na prática, com apoio dos voluntários, a rotina de ser mãe. “Hoje estudo, lavo roupa e sou mais responsável. Nas horas vagas, leio e fico com meu filho. Tudo aqui é aprendizado”. Voluntários A Casa de Nazaré precisa de psicólogos voluntários para ampliar o atendimento clínico para garantir que todos os abrigados sejam atendidos. O telefone da instituição para se voluntariar, bem como para fazer doações (roupas e mantimentos), é o 4581-7833, ou pelo [email protected]

Notícias relevantes: