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O que fazer com um animal silvestre ‘perdido’ na cidade

SIMONE DE OLIVEIRA | 28/11/2018 | 13:03

É cada vez mais comum a presença de animais silvestres, sejam aves ou mamíferos, em áreas urbanas. Isso se deve a alguns motivos, como queimadas, exploração de áreas de mata para construção de imóveis ou até mesmo por conta das chuvas, que faz com que os filhotes sejam deslocados de seus ninhos. Em Jundiaí esse aparecimento também tem se tornado rotina e tem gerado dúvidas na população sobre que órgão procurar nesses casos, especialmente em casos de o animal estar machucado.
Esta semana, um morador da Vila Nambi encontrou uma ave de rapina conhecida como carcará com a asa machucada. Mesmo ligando para vários órgãos para tentar resgatá-lo, ele não obteve resposta de como proceder.
Semana passada, uma seriema foi encontrada perambulando pelo pátio de uma fábrica no Distrito Industrial. A ave estava agitada e, mesmo procurando por ajuda, funcionários também não obtiveram êxito para o resgate.
Procurada, a Unidade de Gestão de Planejamento e Meio Ambiente da Prefeitura de Jundiaí informa que existe um processo de elaboração de convênio com a ONG Mata Ciliar para o atendimento de animais localizados feridos e fora do hábitat.
A partir da formalização, o acolhimento, o tratamento e a reintrodução dos animais para a mata serão feitos pelos técnicos da ONG, única entidade habilitada para realizar o trabalho na cidade.
Já o Comando de Policiamento Ambiental enfatiza que o órgão é de execução especial e responsável pelas atividades inerentes à preservação do Meio Ambiente dentro do território do Estado de São Paulo, através de ações preventivas e repressivas.
Porém, geralmente o policiamento ambiental atua quando da existência de crime contra a fauna, quer dizer, quando se trata de um animal em cativeiro, sendo perseguido ou caçado e neste caso, quando um animal silvestre for visto ou localizado pela população próximo de sua residência em situação de risco poderá ser acionado o Corpo de Bombeiros pelo telefone de emergência 193 ou a Polícia Ambiental pelo telefone (11) 4588-8960.
“Cabe salientar que manter animal silvestre em cativeiro, matá-lo, persegui-lo ou comercializá-lo é crime ambiental, sendo essas condutas passíveis de detenção e multa previstas na lei de crimes ambientais 9605/98”, lembra o comando.

CUIDADOS
Segundo o veterinário Adriano Bauer, especializado em animais silvestres, trata-se de uma época comum para o aparecimento de filhotes, em especial por conta da reprodução. Unida a uma época de chuva, os animais tendem a ficar mais vulneráveis, ou seja, caindo dos dos ninhos e sendo encontrados em ruas e avenidas.
“É uma época de aparecimento de filhotes com asas quebradas, atropeladas, enfim sem o resto da ninhada. Há também muita interferência no hábitat natural, fazendo com que eles aparecem em lugares inusitados.”
Ele lembra que é proibido ficar com um animal silvestre em cativeiro, assim como determina a lei, por isso é preciso que procure informações de como devolvê-lo à natureza porque a partir do momento que faz o resgate, se torna responsável por aquele animal. “Não sei de fato quem ou se existe algum órgão que recolha, mas é preciso atenção ao ficar com um animal, até por conta de as pessoas não saberem como tratá-lo. Além de ser proibido”, reforça.

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