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Obesidade traz riscos e redução de estômago pode ser a salvação

| 25/05/2014 | 05:00

Quando tinha 32 anos, o inspetor de alunos Agnaldo Gonçalves da Silva pesava 90 quilos. Hoje, com 43 anos, ele pesa 150, distribuídos em 1,68 de altura. Foram pouco mais de cinco quilos a cada ano. No começo, Gonçalves não se importava tanto: era mais jovem e os efeitos do peso ainda não pareciam evidentes. 

Contudo, nos últimos meses o problema bateu à porta: o inspetor lesionou um dos joelhos, procurou um médico e foi avisado que precisa emagrecer. Chamado por si mesmo de “gordinho simpático”, Gonçalves faz parte de um grupo cada vez maior: pessoas que sofrem com os problemas da obesidade e buscam a cirurgia de redução de estômago (bariátrica) como a salvação para seus problemas.

Ou, para muitos, a última opção possível. Segundo um levantamento feito pelo Estadão Dados, com base em informações do Datasus, o número de mortes relacionadas à obesidade saltou de 808 em 2001 para 2.390 em 2011 no Brasil – total de 196% de aumento. “O problema é que está afetando minha saúde”, explica Gonçalves. O inspetor tem passado por médicos e agora está interessado em fazer uma cirurgia de redução de estômago.

“Se eu perder 50 quilos, ainda continuarei acima do peso ideal”, explica ele. “Antigamente minha flexibilidade era maior e, como estou pesado, fico restrito a apenas algumas atividades físicas.” O único exercício físico que ele faz, atualmente, é a hidroginástica, que não gera grande impacto. Planos de saúde de Jundiaí e Região realizam encontros entre grupos de obesos.

A intenção é analisar caso a caso, ajudar os envolvidos a emagrecer com o apoio dos outros e, em último caso, encaminhar à cirurgia de redução de estômago. A Sobam, por exemplo, possui o Gapo (Grupo de Apoio ao Paciente Obeso). De acordo com o cardiologista e coordenador do projeto, Márcio Degaspare, a procura pelo grupo só tem aumentado. “Nos últimos dois anos, cresceu mais de 100%”, conta.


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